Hoje deixo mais alguns instrumentos de trabalho que podem ser adaptados, dando o vosso cunho pessoal.
O primeiro instrumento é uma Grelha de Planificação de Actividades.
Durante o meu estágio, no início de cada semana fazia uma planificação para cada dia com esta grelha, planificação que ia sofrendo alterações conforme o desenrolar das actividades e conforme as manifestações das crianças. A ideia é mostrar uma forma de planificarmos ao pormenor a semana, mas tendo em conta que as coisas não se vão desenrolar exactamente da forma que planeámos.
Assim, contextualizo primeiro a actividade (como surgiu, porquê...); na primeira coluna está o nome da actividade que quero fazer (gosto de dar nomes a cada actividade, como se de um jogo se tratasse - por exemplo, em vez de jogo sobre animais coloco "a roleta dos animais"); na segunda coluna escrevo como pretendo que a actividade se desenrole, mencionando também o tempo e se é em pequeno ou grande grupo (apenas uma forma de me orientar); de seguida menciono que áreas de conteúdo quero englobar na actividade; os objectivos que pretendo que as crianças alcancem; as competências que pretendo que as crianças desenvolvam e por último os recursos a serem utilizados (tanto materiais como humanos). No final do dia, faço uma avaliação mencionando o que deveria ter sido feito diferente, as crianças que se evidenciaram mais, o que correu bem ou mal... Para terminar coloco o registo fotográfico de cada actividade realizada. 

No fim de cada dia, selecciona-se 4 ou 5 crianças e com elas fazemos o diário, que consiste na avaliação que a criança faz das actividades que desenvolveu ao longo do dia.Este diário ajuda-nos a perceber se as actividades que propomos vão de encontro aos interesses das crianças e a perceber o porquê dos níveis de implicação em determinada actividade, além de outras coisas. Resumindo: ajuda-nos a avaliar a nossa prática.
Numa primeira coluna, colocamos as áreas de interesse que existem na sala (o nome e a fotografia para que os meninos as identifiquem sozinhos); numa segunda coluna, os meninos colocam um X nas áreas de interesse que frequentaram nesse dia, dizendo na coluna seguinte o que fez nessa mesma área. Finalmente, a criança diz-nos se gostou/não gostou/não sabe se gostou e diz-nos o porquê da sua resposta. Ao justificar a resposta, a criança está também a desenvolver o seu espírito crítico. Inicialmente não é fácil implementar este instrumento de avaliação e acredito que este diário pode ser feito de outras formas. Mas acho que é uma mais-valia a sua utilização, tanto para nós como para as crianças e os pais. De salientar que o diário é uma forma de os pais também se manterem informados acerca das actividades da crianças na escola.

De seguida mostro uma Grelha de Avaliação de Competências.
Esta grelha foi utilizada no meu contexto de estágio. Depois de saber que competências queria que as crianças do meu contexto desenvolvessem, elaborei esta grelha com a minha colega. Numa coluna colocava todas as competências, divididas por áreas de conteúdo. Na segunda coluna, colocava as actividades onde pretendia observar cada competência e de seguida colocava cor vermelha se a competência não tivesse sido observável e cor verde se tivesse sido observada. Colocava o nível de implicação da criança na actividade, o seu bem-estar e a forma como a criança avaliou a actividade (esta última coluna foi elaborada tendo em conta as respostas nos diários acima referidos). No final de cada período (no meu caso, no final do ano lectivo), após uma análise atenta da tabela, fazia uma avaliação geral de cada criança, indicando os pontos fracos e os pontos fortes de cada uma.
Esta grelha foi utilizada no meu contexto de estágio. Depois de saber que competências queria que as crianças do meu contexto desenvolvessem, elaborei esta grelha com a minha colega. Numa coluna colocava todas as competências, divididas por áreas de conteúdo. Na segunda coluna, colocava as actividades onde pretendia observar cada competência e de seguida colocava cor vermelha se a competência não tivesse sido observável e cor verde se tivesse sido observada. Colocava o nível de implicação da criança na actividade, o seu bem-estar e a forma como a criança avaliou a actividade (esta última coluna foi elaborada tendo em conta as respostas nos diários acima referidos). No final de cada período (no meu caso, no final do ano lectivo), após uma análise atenta da tabela, fazia uma avaliação geral de cada criança, indicando os pontos fracos e os pontos fortes de cada uma.
