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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A História da Carochinha de Luísa Ducla Soares

Colegas

Sei já que deixei uma história da Carochinha no meu blog.
Mas hoje deixo um link que encontrei com a história na versão de Luísa Ducla Soares e que contém imagens a acompanhar. É espectacular.
Deliciem-se!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Bom Dia Todas as Cores!


Uma história como recurso à aprendizagem das cores e abordagem ao tema da auto-confiança e individualidade.

"O meu amigo Camaleão acordou muito bem disposto.
- Bom dia sol, bom dia flores, bom dia todas as cores!
Lavou a cara numa folha cheia de orvalho, mudou a sua cor para cor-de-rosa, que ele pensava ser a mais bonita de todas as cores, e pôs-se ao sol, contente da vida. O meu amigo Camaleão estava feliz porque tinha chegado a primavera. E o sol, finalmente, depois de um inverno longo e frio, brilhava, alegre, no céu.
- Eu hoje estou de bem com a vida - disse ele - Quero ser bonzinho para todos...
Saiu de casa, e o Camaleão encontrou o professor Pernilongo.
O professor Pernilongo toca violino na orquestra do Teatro Florestal.
- Bom dia, professor! Como vai o senhor?
- Bom dia, Camaleão! Mas o que é isso? Porque é que mudaste de cor?Essa cor não te fica bem...Olha para o azul do céu. Porque não ficas azul também?
O Camaleão, amável como era, resolveu ficar azul como o céu da primavera...
Até que numa clareira o Camaleão encontrou o sabiá-laranjeira:
- Meu amigo Camaleão, muito bom dia! Mas que cor é essa agora? O amigo está azul porquê?
E o sabiá explicou que a cor mais linda do mundo era a cor alaranjada, a cor da laranja dourada.
O nosso amigo, muito depressa, resolveu mudar de cor.
Ficou logo alaranjado, louro, laranja, dourado. E cantando, alegremente, lá se foi, todo contente...
Na clareira da floresta, saindo da capelinha, vinha o senhor Louva-A-Deus com a família inteirinha. Ele é um senhor muito sério, que não gosta de gracinhas.
- Bom dia, Camaleão! Que cor mais escandalosa! Parece uma fantasia para um baile de Carnaval... Devias arranjar uma cor mais natural...Vê o verde da folhagem... o verde da campina... Devias fazer o que a natureza ensina.
É claro que o nosso amigo resolveu mudar de cor. Ficou logo bem verdinho e foi pelo seu caminho...
Vocês agora já sabem como era o Camaleão. Bastava que alguém falasse, que mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão. Ficava de todas as cores. Não sabia dizer NÃO.
Por isso, naquele dia, cada vez que se encontrava com algum dos seus amigos, e que o amigo estranhava a cor com que ele estava... adivinhem o que fazia o nosso Camaleão.
Pois, ele mudava logo de cor, mudava para outro tom...
Mudou de rosa para azul. De azul para alaranjado. De laranja para verde. De verde para encarnado. Mudou de preto para branco. De branco virou roxinho. De roxo para amarelo. E até para cor de vinho...
Quando o sol começou a pôr-se no horizonte, Camaleão resolveu voltar para casa. Estava cansado do longo passeio e mais cansado ainda de tanto mudar de cor.
Entrou na sua casinha, deitou-se para descansar e lá ficou a pensar:
- Por mais que nos esforcemos, não podemos agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo... Uns querem comer maçã. Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato. Tem quem goste de chinelo... E se não fossem os gostos, que seria do amarelo?
Por isso, no dia seguinte, Camaleão levantou-se bem cedo.
- Bom dia sol, bom dia flores, bom dia todas as cores!
Lavou a cara numa folha cheia de orvalho, mudou a sua cor para cor-de-rosa, que ele pensava ser a mais bonita de todas, pôs-se ao sol, contente da vida.
Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo Cururu, que é um cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta.
- Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não está?
- Muito bom dia, amigo Camaleão! Mas que cor mais engraçada, antiga, tão desbotada...Por que é que não usas uma cor mais avançada?
O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo:
- Eu uso as cores que eu gosto, e com isso faço bem. Eu gosto dos bons conselhos, mas faço o que me convém. Quem não agrada a si mesmo, não pode agradar ninguém..."



Bom Dia, Todas as Cores! - Ruth Rocha

domingo, 16 de novembro de 2008

Novo blog - Zimma&Druzza Animações

Olá!

Hoje venho apenas anunciar um novo blog.
É um blog sobre animação de festas de aniversário, baptizados, casamentos, festas temáticas, actividades para tempos livres, etc.

Juntei-me com uma amiga e decidimos apostar na animação.

Ora vejam!


Dêem a vossa opinião, sugestões, exponham dúvidas.

Beijinhos!

Cláudia

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Vaca Lili


Era uma bela manhã de Maio. As vacas pastavam alegremente quando, de repente, Lili levantou a cabeça. Com um olhar aborrecido, observou o prado à sua volta, dum verde suave, salpicado de margaridas. Para lá da cerca, havia mais pastos verdes, até perder de vista. Erva! Só erva! Sempre erva! Lili esticou o pescoço para o céu e deu um longo mugido:

- Muuuuuuuuuuuu, não quero comer mais erva!

Mas de repente, enquanto se aproxima da cerca, apercebe-se que está uma mosca a zunir numa das suas orelhas e que lhe diz:

- Mas a erva é o que há de melhor para ti.

- Talvez, mas apetece-me comer outra coisa!
– diz Lili com uma voz amuada. Bem que sacudiu a cabeça para ver se a afugentava, mas esta continuou agarrada à sua orelha.
Entretanto, enquanto a vaca tentava roer um osso de um cão que ali apareceu, a mosca continuava a teimar:

- Tu não tens dentes, não vais conseguir comer esse osso.

- Não é bem assim, eu tenho molares – corrigiu Lili. - E tenho quatro estômagos. Nisso ninguém me ganha.

Mas depressa se apercebeu de que a mosca tinha razão e desistiu do osso. Decidiu então continuar o seu passeio (sempre com a mosca atrás) e quando chegou perto da cerca ficou a olhar o comboio que chegava. Ela gostava de conhecer o mundo, para ver se era só erva como o prado onde sempre vivera.
Então, entrou no comboio e lá partiu ela para uma viagem muito divertida. Mas é claro que não foi sozinha. Por mais que não quisesse companhia, a mosca nunca a abandonava.
O mundo era imenso. Lili descobriu que havia muitos outros animais bem diferentes das vacas.
Na Rússia viu-se ursos a pescar peixes para comer.
Na China conheceu pandas, que comiam algo parecido à erva – bambu, que também era verde e tinha um sabor adocicado.
Depois viajou de barco pelo Oceano Pacífico e viu tubarões, entre outros peixes. Andou por mares calmos, por mares mais agitados, até que chegou à Argentina onde encontrou lamas – animais muito engraçados, parecidos com os camelos, mas mais divertidos que comiam erva e de vez enquando, cuspiam jactos de saliva.
No Brasil viu crocodilos, araras, entre outros animais e quase que era comida por um deles quando tentava apanhar uns frutos com aspecto delicioso.
Viajou de balão até África e conheceu o deserto e os animais típicos destes lugares quentes de areia – os camelos. Conheceu ainda as avestruzes…
De África viajou de barco até que, sem se aperceber, chegou a casa – ao seu prado verde onde pastavam as suas amigas vacas. A viagem tinha sido um sucesso! A mosca é que, farta de tantas aventuras, estava feliz por regressar a casa.
Mas não tardou muito e a nossa Lili, cansada da erva verde, voltou para junto da cerca à espera do comboio que a levaria pelo mundo fora à descoberta de novas aventuras.

História adaptada de "A Vaca Lili", Laurence Bourguignon, Edições Nova Gaia

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Meninos de Todas as Cores

Vivemos num mundo onde a diferença é uma constante. Mas a diferença não é um problema. Estamos rodeados de pessoas chinesas, espanholas, inglesas, alemãs, francesas, angolanas.... e apesar das diferenças, somos todos humanos.Desta forma, é essencial sensibilizarmos as crianças desde pequeninas de que devem respeitar quem é diferente.Apresento uma história de Luísa Ducla Soares que poderá ser utilizada como suporte de uma série de actividades relacionadas com a multiculturalidade.

MENINOS DE TODAS AS CORES

Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:

É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.

Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos.
Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos, dizia:


É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.

O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia:

É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam a toda a parte.

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar aos índios, um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:

É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Bábá, que dizia:

É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como o chocolate.

Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:

É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.


Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Luísa Ducla Soares, Meninos de Todas as cores

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A Carochinha e o João Ratão


Reza a história, bem velhinha, que havia uma Carochinha, que por ser engraçadinha, teimou que haveria de casar.

Certo dia, quando estava a varrer a cozinha, encontrou uma moeda de cinco réis e correu para ir dizer à vizinha que já não tinha de esperar.

Vaidosa como era, escolheu o seu melhor vestido e foi pôr-se à janela para ver se arranjava marido.

Pensou como deveria começar e decidiu cantar:

- Quem quer casar com a Carochinha, que é formosa e bonitinha?

- Muu…, Muu…Quero eu, quero eu! – Mugiu o Boi mostrando-se muito interessado – Se casares comigo, vais andar o dia inteiro no prado…

- Que voz é essa? Com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Contigo é que não quero casar! E, além disso, tenho pressa…

Como era o primeiro pretendente, não ficou desanimada e continuou a perguntar, desta vez com uma voz mais alegre e um aperto no coração.

- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?
Mal tinha acabado de dizer a última palavra, apareceu o Cão que ladrava e gania de animação.

- Ão, ão! Quero eu, quero eu! Se casares comigo, tens uma casota toda janota e comida saborosa que me dá a D. Rosa.

- Ai pobre de mim! Que alarido! – Queixou-se dando um suspiro – Com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Não, não me serves para marido.

Ficou a ver o Cão a afastar-se com as orelhas baixas e o rabo entre as pernas, e voltou a tentar a sua sorte.

- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?

Muito gorducho e envergonhado, aproximou-se o Porco com um rabo que mais parecia um saca-rolhas e o focinho molhado.

- Oinc! Oinc! Quero eu, quero eu! Sou muito comilão, mas também dizem que sou bonacheirão.

- És muito simpático e pareces ser divertido. Mas com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Também não me caso contigo.

Depois, encheu o peito de ar, sorriu e voltou a perguntar:

- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?

Com peito inchado, penas coloridas e luzidias, candidatou-se o Galo que resolveu cantar para impressionar.

- Cocorocó! Cocorococó! Quero eu, quero eu! Se casares comigo, vais madrugar.

- Galo garnisé, com tanto banzé acordavas-me a mim e aos meninos de noite! E, sem dormir, íamos passar o tempo a refilar.

A nossa amiga queria mesmo casar, por isso tinha de continuar.

- Quem quer casar com a Carochinha que é formosa e bonitinha?

Com um miar meigo e a cauda bem levantada, aproximou-se o Gato janota a ronronar.

- Miau, renhaunhau. Quero eu, quero eu! Se gostas de leite, peixe fresquinho e de apanhar banhos de sol nos telhados, então podemos casar. - Banhos de sol talvez… Mas leite? Peixe fresquinho? E, com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! Não, não é contigo que vou subir ao altar.

Seria possível? Seria assim tão difícil encontrar alguém que não fosse barulhento? Mas foi então que reparou em alguém que se aproximava a passo lento.

- Oin, in, oin. Quero eu, quero eu! – zurrou o Burro – Olha, se casares comigo, não vais dormir ao relento.

- Mas com essa voz, acordavas-me a mim e aos meninos de noite! A minha vida ia ser um verdadeiro tormento!

Como já era tarde, a Carochinha pensou que seria melhor ir tratar do jantar, mas foi então que ouviu chiar…

- Hi, hi! E a mim, não vais perguntar se quero casar?

Com um sorriso de felicidade por encontrar alguém tão simpático e com uma voz tão fininha, a Carochinha correu para o pátio.

- Como te chamas?

- Sou o João Ratão. Queres casar comigo ou não?

A Carochinha convidou-o a entrar, pois tinham muito que conversar e uma data de casamento para marcar. Enviaram os convites, compraram a roupa e prepararam a boda a rigor com o senhor prior.

Domingo era o grande dia! A noiva foi a última a entrar na igreja e estava linda, de causar inveja. O João Ratão estava orgulhoso mas também muito nervoso. Trocaram juras de amor eterno e, no fim, choveu porque era Inverno. Foi então que o João Ratão se lembrou da viagem ao Japão. Correu para casa, porque se tinha esquecido das luvas, mas sentiu um cheirinho gostoso e, acabou por ir espreitar o caldeirão.

Pouco depois, a Carochinha achou melhor ir procurar o marido que estava a demorar.

- João Ratão, encontraste as luvas? – Chamou ela ao entrar.

Procurou, procurou e quando chegou perto do caldeirão, quase desmaiou e gritou:

- Ai o meu marido, o meu rico João Ratão, cozido e assado no caldeirão!

E assim acaba a história da linda Carochinha, que ficou sem o João Ratão, pois era guloso e caiu no caldeirão.

Contos tradicionais portugueses

terça-feira, 20 de novembro de 2007

A Fábrica dos Brinquedos (Conto de Natal)

A fábrica dos brinquedos

Há muito, muito tempo, viveu um homem muito grande e forte mas também muito velhinho. As barbas brancas quase lhe tocavam no peito e o seu cabelo comprido estava em desalinho.
Um dia, Nicolau - assim se chamava ele - sentou-se ao pé da janela a meditar. A certa altura, olhou através da vidraça: lá fora nevava. Era Inverno! Os vários pinheiros do seu jardim estavam cobertos de um manto espesso e branco. Porém, umas pegadas na neve despertaram-lhe a atenção. Um pouco mais adiante, estava um mendigo. Esse pobre homem, que era um sem-abrigo, estava mal agasalhado, descalço e sozinho. Nicolau, que tinha um coração de ouro, abriu a janela e chamou-o:
- Vem cá, homem! Onde é a tua casa?
- Ah! A minha casa?! Eu não tenho casa.
- E a tua família?
- Oh! Esses…nunca os conheci. Vivia com a minha avó, mas ontem ela morreu, não aguentou o frio deste Inverno…
- Meu Deus! Mas, que vida tão triste a tua! E agora?! Com quem vives? Sozinho?
- Sim, agora vivo sozinho.
- Mas… e ... e não tens frio, mal agasalhado e descalço? Bem que precisas de um par de sapatos, de uma camisola e de um casaco! Vou pedir à minha mulher que te faça uma camisola e vou fazer-te eu próprio um par de sapatos! E sabes que mais? Se quiseres podes colaborar comigo!
- Oh! Muito obrigado, senhor. Que devo fazer para colaborar consigo?
- Eu vou explicar tudo: a minha mulher andava a dizer-me que eu precisava de um trabalho para me entreter. Eu fiquei um bocado confuso: como poderia eu arranjar um emprego de um dia para o outro? E então, quando te vi, lembrei-me imediatamente de um bom passatempo para nós os dois! E até fazíamos uma boa acção e tudo! A minha ideia era construirmos uma fábrica de brinquedos onde trabalharíamos todo o ano para obtermos os melhores e mais bonitos presentes para oferecermos aos meninos bem comportados no final do ano. Podíamos também dar um nome à data de entregar as prendas. Hummm, pode ser NATAL, em honra da minha mulher Natália!
- O senhor, isto é, o Nicolau tem ideias fabulosas! Para mim o senhor é um verdadeiro santo!
- Oh! Oh! Oh! Não sou nada! Sou apenas o Pai Natal! É um bom nome para quem inventa o NATAL! No NATAL, todas as prendas devem estar prontas. Treinarei as minhas renas para grandes viagens, prepararei o meu trenó e… já me estou a ver a cruzar os céus!!!!! Só tu poderás estar comigo no trenó, para levares o saco com as prendas!
- Mas, Pai Natal, quando é que vai ser o NATAL?
- Oh! Meu Deus! Não tinha pensado nisso! Mas, até pode ser no dia em que nasceu Jesus! Ele ficaria orgulhoso de nós! Portanto o NATAL é no dia 25 de Dezembro! É verdade, como te chamas meu amigo?
- Chamo-me Cristóvão.
- Muito bem, Cristóvão, vamos já contar tudo à minha mulher!
Natália ficou encantada com a ideia do marido e prontificou-se logo a chamar todos os duendes empregados para ajudarem na construção da fábrica. Estes adoraram a ideia de passar a trabalhar numa fábrica e empenharam-se mais que nunca na sua construção. Em menos de cinco dias a fábrica estava pronta! Naquele ano todos os duendes tiveram de trabalhar em velocidade máxima, pois o NATAL estava à porta! Todos os dias a fábrica de brinquedos do Pai Natal recebia dezenas de cartas de todos os meninos e meninas do mundo, a encomendarem os seus presentes de NATAL. A todas as cartas o Pai Natal respondia dizendo que se portassem bem.
E o prometido é devido: os duendes carregaram as prendas até ao trenó e Cristóvão pô-las no grande saco do Pai Natal.
À meia-noite em ponto, o trenó cruzava o céu puxado pelas renas, carregando o saco dos presentes, o Pai Natal, e, claro, Cristóvão!
Ainda hoje, sempre que é a noite de Natal, podemos ver o grande trenó com o Pai Natal e Cristóvão, se olharmos para o céu à meia-noite em ponto…

Ana Onofre, 11 anos, Cartaxo (Adaptado por Vaz Nunes - Ovar)
http://web.educom.pt/escolovar/natal01.htm

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

A Maria Castanha

A MARIA CASTANHA

O céu estava cinzento e quase nunca aparecia o sol, mas enquanto não chovia os meninos iam brincar para o jardim.

Um jardim muito grande e bonito, com uma grade pintada de verde toda em volta, de modo que não havia perigo de os automóveis entrarem e atropelarem os meninos que corriam e brincavam à vontade, de muitas maneiras: uns andavam nos baloiços e nos escorregas, outros deitavam pão aos patos do lago, outros metiam os pés por entre as folhas secas e faziam-nas estalar – crac, crac - debaixo das botas, outros corriam de braços abertos atrás dos pombos, que se levantavam e fugiam, também de asas abertas.
Era bom ir ao jardim. E mesmo sem haver sol, os meninos sentiam os pés quentinhos e ficavam com as bochechas encarnadas de tanto correr e saltar.
Uma vez apareceu no jardim uma menina diferente: não tinha bochechas encarnadas, mas uma carinha redonda, castanha, com dois grandes olhos escuros e brilhantes.

- Como te chamas? – Perguntaram-lhe.

- Maria. Às vezes chamam-me Maria Castanha.

- Que engraçado, Maria Castanha! Queres brincar?

- Quero.

Foram brincar ao jogo da apanhada.

A Maria Castanha corria mais do que todos.

- Quem me apanha? Ninguém me apanha!

- Ninguém apanha a Maria Castanha!

Ela corria tanto. Corria tanto que nem viu o carrinho do vendedor de castanhas que estava à porta do jardim, e foi de encontro a ele.

Pimba!

O saco das castanhas caiu e espalhou-as todas à reboleta pelo chão.
A Maria Castanha caiu também e ficou sentada no meio das castanhas.
- Ah. Minha atrevida! – gritou o vendedor de castanhas todo zangado.
- Foi sem querer – explicaram os outros meninos.
- Eu ajudo a apanhar tudo – disse Maria Castanha, de joelhos a apanhar as castanhas caídas.

E os outros ajudaram também.
Pronto. Ficaram as castanhas apanhadas num instante.
- Onde estão os teus pais? – perguntou o vendedor de castanhas à Maria Castanha.
- Foram à procura de emprego.

- E tu?

- Vinha à procura de amigos.

- Já encontraste: nós somos teus amigos – disseram os meninos.

- Eu também sou – disse o vendedor de castanhas.

E pôs as mãos nos cabelos da Maria Castanha, que eram frisados e fofinhos como a lã dos carneirinhos novos.

Depois, disse:

- Quando os amigos se encontram é costume fazer uma festa. Vamos fazer uma festa de castanhas. Gostam de castanhas?

- Gostamos! Gostamos! – gritaram os meninos.

- Não sei. Nunca comi castanhas, na minha terra não há – disse Maria Castanha.
- Pois vais saber como é bom.

E o vendedor deitou castanhas e sal dentro do assador e pô-lo em cima do lume.
Dali a pouco as castanhas estalavam… Tau! Tau!

- Ai, são tiros? – assustou-se a Maria Castanha, porque vinha de uma terra onde havia guerra.

- Não tenhas medo. São castanhas a estalar com o calor.
Do assador subiu um fumozinho azul-claro a cheirar bem.
E azuis eram agora as castanhas assadas e muito quentes que o vendedor deu à Maria Castanha e aos seus amigos.

- É bom é – ria-se Maria Castanha a trincar as castanhas assadas.

- Se me queres ajudar podes comer castanhas todos os dias. Sabes fazer cartuchos de papel?

A Maria Castanha não sabia mas aprendeu.

É ela quem enrola o papel de jornal para fazer os cartuchinhos onde o vendedor mete as castanhas que vende aos fregueses à porta do jardim.

domingo, 4 de novembro de 2007

História musical: “A água e o mar”

Hoje deixo um guião para realizar uma peça de teatro com as crianças. É uma forma de abordar o tema dos rios, lagos, do mar com os mais pequeninos.
Para a preparação desta peça, as crianças poderão elaborar as vestes das suas personagens. Procede-se a um pequeno ensaio e pode apresentar-se a peça a todo o Jardim ou à comunidade. Tenho a certeza que irão adorar fazer parte deste cenário de magia. Apenas há um inconveniente. Não sei de onde foi retirado este guião e também não sei quais são as melodias das músicas. Mas, como educadoras/es que somos, podemos recorrer à nossa imaginação e, junto das nossas crianças, criar uma melodia para as canções. Espero que seja do agrado de todos.


"A Água e o Mar"

1 – Diálogo

A água que bebemos vem das nuvens.
- Olá gotinhas de água!
E quando começa a chover rega as plantas, enche o poço de água fresca para beber.
- Olhem, está a chover! As gotinhas de água estão a chegar! Vão cair na ribeira, a ribeira enche o rio e o rio vai para o mar. Vamos conhecer as gotinhas de água. Vamos com elas aprender que todos precisamos de água, mas que nem toda a água, se pode beber.

2 – Música

A água vem das nuvens, é de lá que a água vem.
A água vem das nuvens, já todos sabemos bem.
As gotinhas de água (as gotinhas de água),
São mesmo engraçadas (são mesmo engraçadas),
Caem das nuvens e deixam,
A terra e as flores molhadas.

3 – Diálogo

As gotinhas de água que vieram das nuvens juntaram-se numa pequena ribeira. E eram tantas gotinhas de água, que a ribeirinha ficou cheia! Cheia de água doce, água boa para beber.
- Vamos para o rio! – gritaram as gotinhas de água.
E a ribeirinha começou a correr. Enquanto desciam até ao rio, encontraram muitas amigas gotinhas de água de outras ribeiras e juntaram-se a elas divertidas.
Então, todas juntas, e num grande rodopio, a ribeira ficou maior… e lá foram até ao rio.

4 – Música

Cheia de gotinhas de água,
Água doce e limpinha,
Agora ficou maior.
Onde vai a ribeirinha
Cheia de gotinhas de água,
Água doce e limpinha?
Vai muito divertida,
Vai num grande rodopio.
Onde vai a ribeirinha?
Ela vai juntar-se ao rio.
Vai muito divertida,
Vai num grande rodopio.

5 – Diálogo

E quando a pequena ribeirinha, com as gotinhas de água, desceu o monte e viu o rio, ficou mesmo contente! O rio estava diferente, já não estava tão vazio. E o rio, muito feliz ao ver a ribeirinha a chegar, chama as gotinhas de água e diz:
- Venham, juntem-se a mim, ainda temos muito que andar. Vamos levar água às torneiras e aos campos por regar. Venham, juntem-se a mim, vai ser uma grande viagem, até chegarmos ao mar.

6 – Música

Sabem de onde vem, a água boa para beber,
Vem do rio, vem do rio,
vem do rio feliz que vai ali a correr.
E quem rega os campos, (2x)
Só quem souber é que diz.
Já todos sabemos (2x)
É o rio feliz.

7 – Diálogo

Mas o rio, às vezes, deixa pequenos lagos de água parada. Atenção, não se bebe essa água. É só para os bichinhos, mais nada. Para as rãs e tartarugas, o pequeno lago é uma casa e até a borboleta às vezes por lá passa. As gotinhas de água também gostam de lá estar, sem elas, não havia lago. E onde é que a rã ia morar?
Este lago é muito bonito, mas tem água parada e esta água não se pode beber.

8 – Diálogo

Por vezes o rio, quando vai para o mar, encontra sítios altos por onde tem que saltar e as gotinhas muito contentes, põem-se logo aos saltos. Saltam nos sítios mais altos, nada as pode parar. E o rio forma uma cascata cor de prata e faz um arco-íris no ar.
Lá vai o rio a saltar! Lá vai o rio a descer! Sobre as pedras e sobre as rochas, sempre atento a ver, sempre a tentar encontrar um caminho que o leve até ao mar.

9 – Diálogo

Finalmente, depois de muito andar, as gotinhas de água pequeninas, que desceram das nuvens e encheram o rio e as ribeirinhas, estavam mesmo a chegar.
Durante o caminho, o rio feliz deu-nos água boa para beber e fez os lagos de água parada, onde muitos bichinhos irão viver. Pulou rochas, saltou pedras, fez arco-íris e cascatas, deixou os campos verdinhos, regou as flores e as matas.
Nunca se deve sujar o rio. Ele só quer é passar e fazer a sua viagem, das nuvens até ao mar.

10 – Sons:

- Som de uma gota;
- Som da chuva;
- Som de mexer na água;
- Som do mar.

11 – Diálogo

Vamos todos passear até ao fundo do mar. Que viagem tão divertida… Que iremos nós encontrar?
O mar é diferente dos rios e dos lagos e vivem no mar, muitos animais engraçados.
O mar é muito grande, e tem água salgada e é lá que os peixinhos coloridos têm a sua casa. Sempre contentes, sempre a nadar, entre as cores, do fundo do mar.

12 – Música

Entre as cores do fundo do mar,
glu, glu, glu, glu, glu, glu, glu, glu, glu.
Aqui vamos nós todos passear,
glu, glu, glu, glu, glu, glu, glu, glu, glu.
Vamos aprender a cantar e a brincar,
Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá.
Quem são os amigos (2x)
Que vivem no mar.


13 – Diálogo

- Olhem quem ali vai?
- Sou eu, o camarão encarnado, estou sempre muito animado. E vou agora visitar, a minha amiga, estrela-do-mar. Olha, lá está ela.
- Eu sou a estrela-do-mar e gosto de ficar quietinha, deitada na areia fofinha a ver os peixinhos passar. Mas quando aparece o camarão é logo uma grande confusão.
- Olha, estão ali mais amigos…

14 – Diálogo

- Olá, eu sou o cavalo-marinho e estou a ensinar o meu filhote, que ainda é pequenino, a cavalgar pelo mar.
- E eu sou um cavalinho marinho, ainda estou a aprender e um dia vou conhecer, todas as ondas do mar. Mas ainda tenho que crescer até ser grande e forte, e poder nadar sozinho, sem a ajuda do meu papá, o amigo cavalo-marinho.

15 – Diálogo

Mas quem é muito brincalhão e está sempre a saltar entre as ondas do mar é o golfinho azul, que é muito traquina e vive nos mares do sul, onde a água é mais quentinha.
-Mas que grande salto! Nós, os peixinhos coloridos, gostamos muito do golfinho azul e de o ver a brincar. E batemos sempre palmas, quando ela passa a saltar, entre as ondas do mar.

16 – Diálogo

Agora, já sabemos que o mar é feito de água salgada e toda a bicharada, que vive debaixo da água ou junto ao mar, gosta muito de nadar e saltar. Uns gostam mais de água quentinha, outros gostam mais de água fria. Mas todos são muito engraçados e nadam por todo o lado, entre as ondas do mar que é amigo de todos e tem que ser sempre bem tratado.

17 – Música

O mar pode bem ser, quentinho ou gelado.
É sempre nosso amigo, tem que ser bem tratado.
Para estes amigos, o mar é uma casa
Com muitas ondas e muita água salgada.

18 – Sons:

- Som do mar (ondas);
- Som do fundo do mar;
- Som das focas;
- Som das gaivotas

Autor desconhecido


Boas dramatizações!


Cláudia