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domingo, 3 de abril de 2011

As Cem linguagens da Criança

Um texto já com bastante tempo e que provavelmente a maioria dos educadores conhece.
Um texto que nos faz reflectir sobre o que é realmente a nossa prática. Estaremos a dar voz à criança para exprimir as suas emoções, os seus desejos de aprender, a exprimir as suas ideias acerca da realidade que a rodeia? Ou estaremos a retirar à criança a oportunidade de explorar as suas brincadeiras, as suas aprendizagens através dos seus interesses e das suas necessidades? Façamos uma avaliação da nossa prática e vejamos se estamos a fazê-la da melhor forma.

A criança tem cem linguagens
Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a criança por sua vez repete: os cem existem!


Loris Malaguzzi (1996)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Avaliação em Educação Pré-Escolar


Ao longo do meu curso fui confrontada com o Sistema de Acompanhamento de Crianças (SAC). Não o segui à risca mas fi-lo de uma forma mais adaptada que me ajudou a compreender cada criança que esteve comigo e a fazer com que a minha prática pedagógica corresse pelo melhor. Este livro ajuda-nos a compreender o que é o SAC e como podemos aplicá-lo nos contextos de Jardim de Infância. Ainda não li mas já o tive nas mãos e ando com curiosidade. É um livro recomendado a Educadores de Infância.

domingo, 20 de março de 2011

Neste momento estou a ler...

(clique na imagem para mais informações)
Comprei este livro e acho que está a ser bastante interessante.
Apesar de ser mais direccionado para pais, penso que este livro nos ajuda a lidar melhor com aqueles miúdos que por vezes nos fazem perder a paciência. às vezes dá vontade de dar uma palmadinha pedagógica mas...não é necessário. É mesmo possível educar sem bater. Para quem tem dificuldades em lidar com os filhotes, os netos ou até mesmo com meninos na Creche/Jardim de Infância, recomendo a leitura deste livro. Mostra-nos casos reais e algumas técnicas que podem ser utilizadas em alternativa ao castigo e punição.

sábado, 19 de março de 2011

Letra de forma VS Letra Cursiva

Encontrei este texto e penso que é bastante interessante. Está em Português do Brasil pelo que algumas palavras fazem parte do vocabulário brasileiro.

"É importante entender porque a criança aprende primeiramente a letrinha de fôrma e não a cursiva e não simplesmente ensinar só porque a maioria faz assim e dá certo! Realmente, dá certo, mas há uma explicação do motivo pelo qual essa maneira é a melhor!

A criança está desenvolvendo a motricidade na fase da alfabetização e a letra do tipo bastão é mais fácil para se adequar neste momento. Os rabiscos começam a se endireitar e formar letras.

As letras de fôrma são ideais para esta fase, pois os caracteres são individuais e podem ser escritos um após o outro. Os traços são resumidos a pauzinhos aglomerados uns nos outros. Já as letras cursivas exigem uma agilidade maior, uma vez que, além de outras finalidades, são utilizadas para tornar o registro mais rápido.

O traçado simples das letras de fôrma dão maior liberdade no ato da escrita, ao contrário das “letras de mão” que precisam de uma organização maior. O ato de ligar uma letra a outra também dificulta o processo, pois anula a ação de tirar o lápis do papel e investir as forças na próxima letra, o que ordena um esforço motor maior.

Além disso, antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já possuem contato com as letras de imprensa em jornais, na televisão, em livros, gibis. Elas não conseguem ler, mas fica na memória visual das mesmas.

Logo, a percepção da letra de fôrma é mais rápida e fácil do que da letra cursiva. No entanto, é importante trabalhar com esta última, assim que o infante se habituar à primeira. Não há problemas se as duas formas coexistirem por um tempo, porque independente da letra o que deve sempre estar em foco é a escrita. Pois mais importante do que a letra que a criança escolhe, é a compreensão da escrita como um ato de comunicação."

Por Sabrina Vilarinho

FONTE: Equipe Brasil Escola

sábado, 26 de fevereiro de 2011

O Inverno - Poesia

O Inverno bateu à porta

Trouxe com ele chuva e frio

As nuvens também vieram

A água subiu no rio.

Os meninos brincam em casa

Já vestem roupas de lã

Calçam galochas e luvas

Quando saem de manhã.

A mãe arranja o casaco

O gorro e a camisola

Mesmo com o tempo frio

Também é giro ir à escola.

Autor

Ana Cristina Correia "O livro das 4 estações"

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Lengalenga da Chuva

Mais uma lengalenga que os miúdos adoram dizer e que se adequa ao tempo que se faz sentir: chuva e trovoadas.
Desfrutem!
A chover,
a trovejar
e as bruxas a dançar!
A chover
a fazer sol
e as bruxas
a comer pão-mole!


:)

Beijinhos!!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Canção dos Bons Dias

Olá!

Já não passo aqui há algum tempo, mas tenho andado bastante ocupada!
Hoje venho deixar-vos a canção dos Bons Dias que cantamos na Creche todos os dias de manhã. Vejam lá se conhecem:
"Ao chegarmos à nossa escola,
Cantamos com alegria
Bom dia, bom dia, bom dia"
Bom dia ao (nome da criança)
Criança responde: Bom dia.
Quando todas as crianças disserem bom dia:
"Bom dia aos meninos todos
A todos um bom dia!

Bom dia!!!"

Esta aprendi através da A., que ensinou aos meninos e os meninos ensinaram-me a mim! :p

Beijinhos!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia da Mãe, do Pai e dos Avós

Pois é, está a chegar o dia da Mãe e para comemorar esse dia, os meninos costumam fazer sempre um presente para a Mãe.
Já não devo ir muito a tempo para este ano, mas deixo um poema sobre o dia da Mãe, que serve também para o dia do Pai e o dia dos Avós.
Este poema é de uma música que encontrei algures na Internet. Quem quiser saber qual o ritmo, poderei enviar o ficheiro com as notas musicais.




1. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso,
ter-te ao meu lado, ó pai,
é tudo o que eu preciso.

2. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, ó mãe,
é tudo o que eu preciso.

3. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, avô,
é tudo o que eu preciso.

4. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, avó,
é tudo o que eu preciso.


Autor: António José Ferreira, Meloteca 2008

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Bolo de chocolate no microondas


Esta receita fiz com os meus meninos da Ludoteca e posso dizer que adoraram fazer o bolo. Claro que não há nada como um bolo feito no forno, mas na falta de um, o microondas é uma boa alternativa. Este bolo fica pequenino, pelo que se quisermos um bolo maior deveremos dobrar a receita.


Bolo de Chocolate no Microondas


Ingredientes:


125g de margarina derretida

3 ovos

125g de açúcar

150g de chocolate em pó

125g de farinha

1 colher (chá) de fermento


Preparação:


Colocar a farinha e o fermento numa tigela. De seguida misturar os ovos inteiros e mexer muito bem. Colocar o chocolate e o açúcar.

Misturar tudo muito bem e juntar a margarina derretida.

Depois de bater tudo muito bem colocar o creme numa forma de silicone (ou tupperware próprio para microondas) e levar ao microondas. Deixar a cozer durante cerca de 3 minutos em potência máxima para que o bolo fique tipo mousse.

Para ficar um bolo com recheio, deixar no microondas durante cerca de 4 minutos.

Para ficar um bolo fofo mas sem recheio, bastam 5 minutos no microondas. No entanto, deve-se verificar a sua cozedura até ficar conforme a preferência.


Deliciem-se! E divirtam-se!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Importância das Áreas/Cantinhos da sala de actividades

Muitas vezes perguntamos: mas porque existem áreas ou cantinhos organizados na nossa sala de actividades? E porque é que são sempre os mesmos?
Pois é, não é só uma questão de organização da sala. Tudo tem um objectivo pedagógico e a organização da sala também tem. No entanto, não devemos cingir-nos apenas à tradicional casinha, garagem, espaço da manta etc. Devemos sempre alargar para outro tipo de áreas de acordo com os interesses que as crianças manifestam nas suas brincadeiras (daí a importância também da observação que nos permite alargar o nosso conhecimento sobre o grupo). Se um grupo de crianças mostra particular interesse em brincar aos cabeleireiros ou aos médicos, devemos desenvolver e aprofundar o seu interesse e o seu jogo criando uma área na sala relacionada com o tema e colocando materiais à sua disposição. No caso do cabeleireiro, colocar tesouras, um busto, escovas, etc. É de grande importância que os materiais à disposição sejam o mais próximo do real para que os meninos tenham experiências mais plenas e mais ricas.
Vejamos a importância de cada uma das áreas/cantinhos da sala de actividades para as crianças.

Objectivos Das Areas.cantinhos

domingo, 1 de março de 2009

Inglês no Jardim de Infância

Olá colegas

Antes de mais, agradeço todos os miminhos que me têm deixado e prometo que quando tiver mais tempo faço os respectivos posts.


Hoje venho falar-vos de um assunto que tem causado muita controvérsia no sector da educação, nomeadamente na educação pré-escolar: o ensino precoce da língua inglesa.
O que acham sobre este assunto?
Eu discordava que nos Jardins-de-Infância se "leccionasse" a língua inglesa pelo motivo de as crianças às vezes chegarem ao fim do 1º Ciclo e não saberem escrever como deveriam nessa idade. No entanto, depois de ler alguns textos, passo a concordar, ainda com uma certa relutância. É caso para dizer que, sem conhecer o assunto, não devemos fazer juízos nem dar opinião (que foi o que fiz).


Aqui vai um texto que adaptei de outros acerca do assunto. Qual a vossa opinião?

(Cliquem na imagem para lerem o texto. Não consegui postar como texto porque dava erro.)


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Receitas para a Creche e o Jardim de Infância

Andava eu nas minhas pesquisas quando encontrei o ficheiro seguinte. É uma delícia! Ainda não experimentei nenhuma das receitas mas experimentem com os vossos meninos! Depois dêem a vossa opinião! Eu adorava experimentá-las com meninos e meninas mas infelizmente não tenho colocação. Deliciem-se!

Receitas Para o Jardim i.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Pedagogia de projecto

O que é e para que serve?


Todos nós trabalhamos com projectos em todos os momentos da nossa vida.

Na escola ou no jardim de infância, o projecto é uma forma de ajudar a criança a aprender de maneira prática, tornando a aprendizagem atraente e eficaz.
A realização de um projecto exige processos mentais, tarefas físicas e propostas de problemas e respostas a várias questões.
O projecto parte de uma situação-problema, um desafio para o encontro da solução.
Através do projecto, a criança é incentivada a:

  1. desenvolver actividades com objectivos concretos;
  2. realizar tarefas produtivas;
  3. desenvolver a compreensão por meio da experiência;
  4. desenvolver a iniciativa e a responsabilidade;
  5. estimular a perseverança na realização de tarefas;
  6. valorizar o trabalho cooperativo;
  7. desenvolver o pensamento reflexivo;
  8. ampliar campos de interesses.

Fases de um projecto

  1. Intenção e Incentivo: Inicia-se um projecto quando se percebe um grande interesse por parte das crianças por um determinado assunto ou situação concreta. O educador/professor deve aproveitar esse interesse para desenvolver o assunto e propor questões (desafios) para a resolução do problema ou situação.
  2. Preparação do plano de trabalho: Realizam-se pesquisas, procurando os instrumentos necessários, planeando as actividades para a solução dos problemas. Esse roteiro funcionará como referência para a realização do trabalho.
  3. Execução: É a fase da acção e a mais estimulante para as crianças. Nesta fase podem surgir dificuldades, erros e imprevistos e as crianças serão orientadas a resolvê-los e a continuar o trabalho. O educador/professor deve estar atento e estimular as crianças, valorizando o seu desenvolvimento e acompanhando as suas dificuldades. O trabalho deve ser sempre feito pelas crianças.
  4. Avaliação: Serão avaliados, pelas crianças, o objectivo, o planeamento, as actividades e o resultado final. Com a ajuda e orientação do educador/professor, as crianças farão uma análise do seu trabalho, apresentando críticas e comentários apropriados sobre o projecto.
  5. Culminância: É o atingir do objectivo básico do projecto através de uma apresentação, exposição, exibição do resultado obtido.

O educador/professor deve facilitar a integração dos conteúdos dos diversos materiais e oferecer oportunidades para o exercício da liberdade e uso de direitos. A criança aprende fazendo e a aprendizagem é mais consistente e duradoura.
A função do educador/professor é a de orientador, sensibilizador, conselheiro, desafiador, em que exerce e controla as actividades, avaliando as crianças e o seu próprio desempenho.
Uma discussão na sala pode ser uma forma de avaliar um projecto, dando oportunidades para reflectir sobre a contribuição e a validade do projecto.
A avaliação deve ser constante, através de observações, actividades, participação e colaboração.


In Colecção Dia-a-Dia do Professor Volume 3 1º Período



quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A História da Carochinha de Luísa Ducla Soares

Colegas

Sei já que deixei uma história da Carochinha no meu blog.
Mas hoje deixo um link que encontrei com a história na versão de Luísa Ducla Soares e que contém imagens a acompanhar. É espectacular.
Deliciem-se!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Biscoitos para fazer, decorar e devorar


Uma óptima opção para passar bons momentos com as crianças e trabalhar as noções de quantidade, ordenação, etc.


Biscoitos:

Ingredientes:


  • 100 g de manteiga sem sal

  • 3/4 de xicara (chá) de açúcar

  • 1 ovo

  • 1/2 colher de essência de baunilha

  • 2 xics. (chá) de farinha de trigo peneirada

  • 1 colher (chá) de fermento em pó

  • 1/2 colher (café) de sal


Preparação:


Coloque todos os ingredientes numa tigela e misture com as mãos até obter uma massa homogénea. Caso queira fazer biscoitos de duas cores, divida a massa ao meio e acrescente uma colher de sopa de chocolate em pó a uma das metades.

Embrulhe em filme plástico e leve a descansar no frigorífico por 40 minutos.

Polvilhe com farinha de trigo uma superfície de trabalho lisa e abra a massa com um rolo.

Corte os biscoitos com moldes, coloque na forma ou assadeira untadas e enfarinhadas e leve ao forno pré-aquecido, médio, por cerca de 20 minutos ou até que fiquem corados.

Rende 18 biscoitos médios.


Glacé real


Ingredientes


  • 1 clara de ovo
  • 300 g de açúcar impalpável (um tipo mais fino do que o açúcar de confeitaria)
  • 1 colher (café) de sumo de limão

Preparação:

Coloque a clara e uma colher de sopa de açúcar na batedeira em velocidade baixa e acrescente o restante do açúcar aos poucos. Adicione o sumo de limão e aumente a velocidade por 10 minutos. Para tingir, utilize corante em gel.


Decoração:

Faça o contorno do biscoito com o glacé real com o saco de pasteleiro, com um bico fininho. Se aparecerem bolhas, fure com um palito. Deixe secar. Pode decorar com outros produtos.


Em alternativa ao glacé, existem no mercado uns tubinhos de vários sabores que servem para fazer os contornos, escrever e decorar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Gosto do Jardim-de-Infância


Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso brincar
Fazer lindas construções
Depois tudo desmanchar.
Ouvir histórias e canções
Depois ser eu a contar…
Correr, saltar e jogar
Conversar e partilhar…
Gosto do Jardim-de-Infância
Porque cá posso pintar
Das cores que me apetecer
Posso cortar e colar
Fazer prendas para oferecer
Dar passeios, fazer rodas
E dançar até querer!
Ensaiar quando há festas
Para tudo correr bem…
Nesse dia sou artista
Para o pai e para a mãe…
Gosto do Jardim-de-Infância…
É difícil de entender?
Tenho cá os meus amigos,
Muitas coisas para fazer!


CUSTÓDIO, Lourdes, "No Jardim de infância", Ambar, Colecção giroflé

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Expressão Plástica - Trabalhos com os dedos e as mãos

O que conseguimos imaginar, os dedos ajudam a fazê-lo.
Este post é dedicado à expressão plástica, nomeadamente ao que podemos fazer utilizando os dedos e as mãos desenvolvendo a imaginação e a criatividade nas crianças. Através destas ideias, podem-se fazer imensas coisas. É só escolher um projecto ou um tema com os meninos e deixá-los utilizar as mãozinhas livremente, de forma a criar desenhos como estes.
Deliciem-se e divirtam-se com os vossos trabalhos!




Correcção feita pela colega Tânia do PescarIdeias:

"Este livro faz parte de uma colecção: Dedinhos de coisas - A arte na ponta de seus dedos - editora Catapulta".

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Implicação - Resposta à colega Vilarinho

Em resposta à colega Vilarinho, coloco aqui a explicitação acerca da avaliação da implicação das crianças. Esta informação foi retirada de textos cedidos pela professora Paula Santos da Universidade de Aveiro, nas aulas de OPAJI (Observação e Planeamento de Actividades no Jardim de Infância). Esses textos foram resumidos, resultando assim na seguinte informação:

Uma forma de ir ao encontro da qualidade em educação de infância é adoptar uma prática de educação experiencial, uma vez que esta se centra na criança e nas suas especificidades.
Dois conceitos importantes no processo de exploração da educação experiencial são a implicação e o bem-estar emocional.
A implicação é um parâmetro de qualidade de enorme importância em contextos de Educação de Infância, na medida em que nos revela como está o contexto a afectar a criança. É um indicador que resulta de um processo de interacção entre uma série de factores que actuam sobre o meio, o educador, o grupo e a criança. A implicação é “Uma qualidade da actividade humana que pode ser reconhecida pela concentração e persistência. Caracteriza-se por motivação, interesse e fascínio, abertura aos estímulos, satisfação e um intenso fluxo de energia. É determinada pela necessidade de exploração e pelo nível de desenvolvimento. Em resultado: o desenvolvimento acontece”(Paula Santos)
Segundo Laevers (1995)” a implicação é uma qualidade do funcionamento humano que se pode identificar por uma actividade concentrada, persistente e com esquecimento ou perca da noção de tempo. Através da implicação a pessoa abre-se, percebe e sente as significações de uma forma intensa, sentindo-se motivada, fascinada, liberta uma grande dose de energia, experiência satisfação e envolve-se plenamente na situação. A implicação acontece porque a actividade vem ao encontro da sua necessidade de exploração e das suas necessidades individuais, situando-se na fronteira das suas possibilidades, _ afectando assim o processo de desenvolvimento e bem-estar do indivíduo

Até que ponto é indicador de qualidade?

A implicação diz-nos no aqui e agora de que modo a criança está a aproveitar o que se lhe oferece; é relevante para uma vasta gama de actividades, situações e níveis de desenvolvimento. Reflecte uma vida mental intensa e é o resultado tangível de uma complexa interacção entre diversos factores. Cria óptimas oportunidades para iniciativas inovadoras (respeita o posicionamento actual do educador, aponta direcções para intervenções, dá feedback imediato) e é indispensável se pretendemos aprendizagens fundamentais ou significativas, geradoras de desenvolvimento.

Sinais de implicação
  • Concentração
  • Energia
  • Criatividade
  • Postura e expressão facial
  • Persistência
  • Precisão
  • Tempo de reacção
  • Expressão verbal

Avaliação da Implicação: LIS-YC/LIS-T

  • Nível 1- não actividade; a criança está mentalmente ausente; se existe alguma acção esta é tão somente uma repetição estereotipada de movimentos muito simples.
  • Nível 2 - há uma actividade em curso mas esta, é frequentemente interrompida.
  • Nível 3 - a criança está ocupada numa actividade de forma mais ou menos contínua mas falta concentração, motivação e prazer. É um funcionamento rotineiro sem grande investimento de energia. Facilmente se interrompe a actividade quando um estímulo atraente surge.
  • Nível 4 - acontecem momentos de intensa actividade mental; outros estímulos, mesmo que atraentes, não conseguem seduzir realmente a criança sendo as eventuais interrupções sempre seguidas de uma actividade intensa.
  • Nível 5 – Actividade intensa; existe total implicação expressa em elevada concentração, energia, persistência e criatividade. Qualquer perturbação ou interrupção é experienciada como uma ruptura frustrante da actividade em curso.

Assim, as tabelas que eu fiz para a avaliação da implicação foram adaptadas e baseadas nestes pressupostos. Os níveis de implicação são dados através da interpretação daquilo que observámos da actividade da criança.

Espero ter sido explícita mas qualquer dúvida coloquem!

Beijinhos