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terça-feira, 26 de abril de 2011

Creche - Controlo dos esfíncteres

O controlo dos esfíncteres não é um reflexo fisiológico simples, mas sim um comportamento da criança no seu todo, que depende de um processo de amadurecimento.

Quando se deve começar a habituar a criança ao bacio?
A resposta não pode ser generalizada. O treino só deve ser iniciado quando a criança começa a ser capaz de ter micções abundantes e espaçadas, aparecendo com as fraldas secas durante algumas horas, a intervalos relativamente regulares, e quando começa a perceber que tem vontade de eliminar fezes ou urina manifesta-se com atitudes posturais e faciais características.
A criança não deve ser obrigada a permanecer sentada no bacio, sem entender porquê ou para quê, tendo a sensação que não corresponde às expectativas dos adultos. O treino não deve ser dramatizado, mas integrado na aprendizagem diária da criança, com tanta importância como aprender a vestir-se ou comer sozinha.
O treino deverá ser feito sempre às mesmas horas e apenas durante 5 ou 10 minutos. A criança pode ter um brinquedo ou um livro durante este tempo e não deverá nunca estar sozinha, mas sim acompanhada por outras crianças.
É importante motivar a criança festejando sempre que consegue eliminar urina ou fezes no bacio, não sendo permitida a punição / humilhação quando tal não acontece.
A criança deverá ver o que eliminou e posteriormente deitar na sanita.
Sempre que acontece um acidente a roupa deve ser mudada imediatamente, sem fazer má cara. Trata-se de um processo perfeitamente normal.
À medida que o tempo passa o hábito acaba por instalar-se sem dificuldades, embora seja de esperar que em dias de maior excitabilidade a criança não consiga reter a urina. Há que demonstrar compreensão, evitando exercer pressões excessivas sobre a criança que apenas contribuirão para piorar a situação.
A maioria das crianças consegue controlar a eliminação diurna de fezes e urina entre os 18 e os 36 meses. O controlo da eliminação nocturna é mais tardia, dependendo da maturação das funções orgânicas durante os ciclos de sono e do seu equilíbrio emocional e afectivo.

Na prática:

  • Leve o seu filho para a Creche com roupas práticas, para que ele próprio comece a ser capaz de se despir sozinho.
  • Leve o seu filho com as cuecas vestidas por cima da fralda.
  • Se o seu filho se molhar tem que ter outra muda de roupa completa: Camisola, body, calças, cuecas, meias (e sapatos).
  • Para que o retirar das fraldas decorra o melhor possível, a instituição e os pais devem estar em sintonia. O diálogo com a equipa é essencial neste processo.
  • Trata-se de um processo gradual, logo, será iniciado com um pequeno grupo de crianças. Conforme estas vão sendo capazes de controlar os esfíncteres, outras crianças serão introduzidas.

domingo, 3 de abril de 2011

As Cem linguagens da Criança

Um texto já com bastante tempo e que provavelmente a maioria dos educadores conhece.
Um texto que nos faz reflectir sobre o que é realmente a nossa prática. Estaremos a dar voz à criança para exprimir as suas emoções, os seus desejos de aprender, a exprimir as suas ideias acerca da realidade que a rodeia? Ou estaremos a retirar à criança a oportunidade de explorar as suas brincadeiras, as suas aprendizagens através dos seus interesses e das suas necessidades? Façamos uma avaliação da nossa prática e vejamos se estamos a fazê-la da melhor forma.

A criança tem cem linguagens
Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a criança por sua vez repete: os cem existem!


Loris Malaguzzi (1996)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Berçário: Parte II

Estas são algumas actividades que o educador pode desenvolver em contexto de Berçário. Concerteza muitos de nós já nos deparámos com esse contexto sem saber que tipo de actividades realizar com os bebés. Como forma de ajudar educadores de berçário e também futuros papás, deixo alguns exemplos de actividades que podem estimular os bebés até por volta do 1º ano. São algumas ideias que foram sendo pesquisadas aqui e ali mas que ainda não tive oportunidade de por em prática na sua maioria. Penso que são actividades que normalmente se fazem inconscientemente com os bebés mas que não pensamos no seu valor pedagógico. Pensando na pedagogia, podemos então enriquecer ainda mais cada actividade, complexificando-a para que a criança se desenvolva cada vez mais.



* Segurar um objeto preso por um fio e fazer movimentos para que a criança tente pegá-lo esticando os bracinhos e acompanhando os seguintes movimentos:

- Acima / Abaixo

- Longe / Perto

- Pendulo / Circular


* Esconder um objecto e mostrar à criança logo de seguida


* Esconder o objecto e apresentá-lo ao bebé com as mãos alternadas, até que ele desenvolva a habilidade de memorizar que o objecto aparece numa mão de cada vez alternadamente e desenvolva a capacidade de antecipar esse acontecimento.


* Induzir a imitação de movimentos simples:

- Colocar a língua para dentro e para fora

- Abrir e fechar a boca

- Fazer bico / vibrar os lábios e as línguas

- Abrir e fechar as mãos / bater palmas


* Esconder o rosto com um pano e esperar que a criança o puxe para nos encontrar


* Esconder um objecto debaixo de um pano e esperar que a criança puxe o pano para encontrá-lo


* Cantar balançando a criança de acordo com o ritmo da música


* Rolar


* Gatinhar / passar por cima, por baixo de obstáculos.


* Colocar a criança de costas, emitir sons por trás dela e esperar que ela se vire em busca da localização da fonte sonora.


* Colocar e retirar objetos dentro de uma caixa


O berçário - Parte I

Quando os bebés nascem, compreendem e captam pouco do mundo que os rodeia uma vez que os seus sentidos não se encontram ainda focalizados.Mas quando o bebé nasce, já possui um conjunto de reflexos que demonstram o seu instinto natural de sobrevivência. Todos estes reflexos desaparecem por volta dos três meses, pois caso contrário, o seu desenvolvimento ficaria comprometido e as novas capacidades não poderiam surgir.
A melhor forma de ajudar e encorajar o desenvolvimento do bebé é através dos sentidos – visão, audição, tacto, olfacto e paladar – porque estes são os meios que utilizará para explorar o mundo antes de se poder movimentar nele sozinho.
Durante os primeiros meses, os bebés pouco mais fazem do que dormir e comer, mas de vez em quando começam a surgir traços da sua personalidade.
Entre os dois e os três meses, o bebé já é capaz de fazer mais coisas e está cada vez mais interessado pelo mundo. A criança bate nos objectos, leva a mão à boca e agarra um brinquedo. Em breve, o bebé percebe que é ele próprio a fazer o barulho com a boca.
Entre os três e os seis meses, o bebé segura no brinquedo e explora-o com as mãos e a boca. Bater e atirar brinquedos parece ser uma resposta universal.
Entre os seis e os nove meses um dos feitos mais importantes dos bebés é conseguir mudar de posição. Conseguem rolar em ambas direcções, sentar-se sem ajuda, sentar-se e virar (sem cair), passar da posição de bruços para a posição de sentado e por fim levantar-se.
Durante estes meses, os bebés dão enormes passos cognitivos à medida que se apercebem do mundo que os rodeia. Entre os nove e doze meses, os bebés parecem estar sempre em movimento.
Os brinquedos de empurrar e puxar são também úteis pois dão à criança algo a que se pode agarrar, dando apoio.

Os bebés estão assim a aprender habilidades novas e a conseguir mover-se e a tentar descobrir como é que as coisas funcionam através de exploração.

É função do Educador de Infância, planificar e criar todas as condições necessárias para estimular o desenvolvimento dos bebés, nunca esquecendo que cada bebé tem o seu próprio ritmo.

Os primeiros anos são fundamentais para a formação da personalidade do bebé. Será papel do educador ajudá-lo a seguir em frente e caminhar com ele na apaixonante aventura de crescer.
Qualquer bebé transforma um objecto – por mais estranho que pareça – num brinquedo.

Fonte: Programação e planificação na creche 0-1 ano: Bola de Neve

segunda-feira, 21 de março de 2011

Avaliação em Educação Pré-Escolar


Ao longo do meu curso fui confrontada com o Sistema de Acompanhamento de Crianças (SAC). Não o segui à risca mas fi-lo de uma forma mais adaptada que me ajudou a compreender cada criança que esteve comigo e a fazer com que a minha prática pedagógica corresse pelo melhor. Este livro ajuda-nos a compreender o que é o SAC e como podemos aplicá-lo nos contextos de Jardim de Infância. Ainda não li mas já o tive nas mãos e ando com curiosidade. É um livro recomendado a Educadores de Infância.

domingo, 20 de março de 2011

Neste momento estou a ler...

(clique na imagem para mais informações)
Comprei este livro e acho que está a ser bastante interessante.
Apesar de ser mais direccionado para pais, penso que este livro nos ajuda a lidar melhor com aqueles miúdos que por vezes nos fazem perder a paciência. às vezes dá vontade de dar uma palmadinha pedagógica mas...não é necessário. É mesmo possível educar sem bater. Para quem tem dificuldades em lidar com os filhotes, os netos ou até mesmo com meninos na Creche/Jardim de Infância, recomendo a leitura deste livro. Mostra-nos casos reais e algumas técnicas que podem ser utilizadas em alternativa ao castigo e punição.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Implicação - Resposta à colega Vilarinho

Em resposta à colega Vilarinho, coloco aqui a explicitação acerca da avaliação da implicação das crianças. Esta informação foi retirada de textos cedidos pela professora Paula Santos da Universidade de Aveiro, nas aulas de OPAJI (Observação e Planeamento de Actividades no Jardim de Infância). Esses textos foram resumidos, resultando assim na seguinte informação:

Uma forma de ir ao encontro da qualidade em educação de infância é adoptar uma prática de educação experiencial, uma vez que esta se centra na criança e nas suas especificidades.
Dois conceitos importantes no processo de exploração da educação experiencial são a implicação e o bem-estar emocional.
A implicação é um parâmetro de qualidade de enorme importância em contextos de Educação de Infância, na medida em que nos revela como está o contexto a afectar a criança. É um indicador que resulta de um processo de interacção entre uma série de factores que actuam sobre o meio, o educador, o grupo e a criança. A implicação é “Uma qualidade da actividade humana que pode ser reconhecida pela concentração e persistência. Caracteriza-se por motivação, interesse e fascínio, abertura aos estímulos, satisfação e um intenso fluxo de energia. É determinada pela necessidade de exploração e pelo nível de desenvolvimento. Em resultado: o desenvolvimento acontece”(Paula Santos)
Segundo Laevers (1995)” a implicação é uma qualidade do funcionamento humano que se pode identificar por uma actividade concentrada, persistente e com esquecimento ou perca da noção de tempo. Através da implicação a pessoa abre-se, percebe e sente as significações de uma forma intensa, sentindo-se motivada, fascinada, liberta uma grande dose de energia, experiência satisfação e envolve-se plenamente na situação. A implicação acontece porque a actividade vem ao encontro da sua necessidade de exploração e das suas necessidades individuais, situando-se na fronteira das suas possibilidades, _ afectando assim o processo de desenvolvimento e bem-estar do indivíduo

Até que ponto é indicador de qualidade?

A implicação diz-nos no aqui e agora de que modo a criança está a aproveitar o que se lhe oferece; é relevante para uma vasta gama de actividades, situações e níveis de desenvolvimento. Reflecte uma vida mental intensa e é o resultado tangível de uma complexa interacção entre diversos factores. Cria óptimas oportunidades para iniciativas inovadoras (respeita o posicionamento actual do educador, aponta direcções para intervenções, dá feedback imediato) e é indispensável se pretendemos aprendizagens fundamentais ou significativas, geradoras de desenvolvimento.

Sinais de implicação
  • Concentração
  • Energia
  • Criatividade
  • Postura e expressão facial
  • Persistência
  • Precisão
  • Tempo de reacção
  • Expressão verbal

Avaliação da Implicação: LIS-YC/LIS-T

  • Nível 1- não actividade; a criança está mentalmente ausente; se existe alguma acção esta é tão somente uma repetição estereotipada de movimentos muito simples.
  • Nível 2 - há uma actividade em curso mas esta, é frequentemente interrompida.
  • Nível 3 - a criança está ocupada numa actividade de forma mais ou menos contínua mas falta concentração, motivação e prazer. É um funcionamento rotineiro sem grande investimento de energia. Facilmente se interrompe a actividade quando um estímulo atraente surge.
  • Nível 4 - acontecem momentos de intensa actividade mental; outros estímulos, mesmo que atraentes, não conseguem seduzir realmente a criança sendo as eventuais interrupções sempre seguidas de uma actividade intensa.
  • Nível 5 – Actividade intensa; existe total implicação expressa em elevada concentração, energia, persistência e criatividade. Qualquer perturbação ou interrupção é experienciada como uma ruptura frustrante da actividade em curso.

Assim, as tabelas que eu fiz para a avaliação da implicação foram adaptadas e baseadas nestes pressupostos. Os níveis de implicação são dados através da interpretação daquilo que observámos da actividade da criança.

Espero ter sido explícita mas qualquer dúvida coloquem!

Beijinhos

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Instrumentos de trabalho: Planificação e Avaliação

Hoje deixo mais alguns instrumentos de trabalho que podem ser adaptados, dando o vosso cunho pessoal.


O primeiro instrumento é uma Grelha de Planificação de Actividades.
Durante o meu estágio, no início de cada semana fazia uma planificação para cada dia com esta grelha, planificação que ia sofrendo alterações conforme o desenrolar das actividades e conforme as manifestações das crianças. A ideia é mostrar uma forma de planificarmos ao pormenor a semana, mas tendo em conta que as coisas não se vão desenrolar exactamente da forma que planeámos.
Assim, contextualizo primeiro a actividade (como surgiu, porquê...); na primeira coluna está o nome da actividade que quero fazer (gosto de dar nomes a cada actividade, como se de um jogo se tratasse - por exemplo, em vez de jogo sobre animais coloco "a roleta dos animais"); na segunda coluna escrevo como pretendo que a actividade se desenrole, mencionando também o tempo e se é em pequeno ou grande grupo (apenas uma forma de me orientar); de seguida menciono que áreas de conteúdo quero englobar na actividade; os objectivos que pretendo que as crianças alcancem; as competências que pretendo que as crianças desenvolvam e por último os recursos a serem utilizados (tanto materiais como humanos). No final do dia, faço uma avaliação mencionando o que deveria ter sido feito diferente, as crianças que se evidenciaram mais, o que correu bem ou mal... Para terminar coloco o registo fotográfico de cada actividade realizada.
No fim de cada dia, selecciona-se 4 ou 5 crianças e com elas fazemos o diário, que consiste na avaliação que a criança faz das actividades que desenvolveu ao longo do dia.Este diário ajuda-nos a perceber se as actividades que propomos vão de encontro aos interesses das crianças e a perceber o porquê dos níveis de implicação em determinada actividade, além de outras coisas. Resumindo: ajuda-nos a avaliar a nossa prática.
Numa primeira coluna, colocamos as áreas de interesse que existem na sala (o nome e a fotografia para que os meninos as identifiquem sozinhos); numa segunda coluna, os meninos colocam um X nas áreas de interesse que frequentaram nesse dia, dizendo na coluna seguinte o que fez nessa mesma área. Finalmente, a criança diz-nos se gostou/não gostou/não sabe se gostou e diz-nos o porquê da sua resposta. Ao justificar a resposta, a criança está também a desenvolver o seu espírito crítico. Inicialmente não é fácil implementar este instrumento de avaliação e acredito que este diário pode ser feito de outras formas. Mas acho que é uma mais-valia a sua utilização, tanto para nós como para as crianças e os pais. De salientar que o diário é uma forma de os pais também se manterem informados acerca das actividades da crianças na escola.
De seguida mostro uma Grelha de Avaliação de Competências.
Esta grelha foi utilizada no meu contexto de estágio. Depois de saber que competências queria que as crianças do meu contexto desenvolvessem, elaborei esta grelha com a minha colega. Numa coluna colocava todas as competências, divididas por áreas de conteúdo. Na segunda coluna, colocava as actividades onde pretendia observar cada competência e de seguida colocava cor vermelha se a competência não tivesse sido observável e cor verde se tivesse sido observada. Colocava o nível de implicação da criança na actividade, o seu bem-estar e a forma como a criança avaliou a actividade (esta última coluna foi elaborada tendo em conta as respostas nos diários acima referidos). No final de cada período (no meu caso, no final do ano lectivo), após uma análise atenta da tabela, fazia uma avaliação geral de cada criança, indicando os pontos fracos e os pontos fortes de cada uma.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Desenvolvimento da criança (de 9 a 10 anos) - Final





Ao longo dos últimos meses tenho vindo a escrever acerca do Desenvolvimento da Criança em diversas fases da sua vida, posts que tiveram como base pesquisa de sites e alguma informação obtida ao longo do meu curso. Hoje termino este "capítulo", falando sobre o desenvolvimento da criança entre os 9 e os 10 anos, esperando ter sido útil para quem visita este blog.



Desenvolvimento Físico

• Possui já um bom controlo corporal; está interessada em desenvolver força, capacidades e rapidez;

• Desenha com grande detalhe;

• As raparigas começam a desenvolver-se mais rapidamente do que os rapazes;

Desenvolvimento Intelectual

• Manifesta preferência por trabalhos e tarefas mais complexas;

• Tem interesses definidos e uma grande curiosidade; procura e memoriza factos; emprega um raciocínio e pensamento abstractos;

• As diferenças individuais tornam-se mais marcadas;

• Gosta de ler, escrever e de utilizar livros e referências;

Desenvolvimento Social

• Rapazes e raparigas diferem em termos de personalidade, características e interesses;

• Grande orientação para o grupo, formado por elementos do mesmo sexo: preferência por actividades de jogo cooperativo e de equipa;

• Maior interesse nas relações afectivas e actividades sociais;

Desenvolvimento Emocional

• Pode exibir alguns problemas de comportamento, sobretudo quando não se sente aceite pelos outros;

• Está a tornar-se cada vez mais independente e "merecedora" de confiança;

Desenvolvimento Moral

• Tem consciência de justiça;

• É altamente competitiva;

• Tem ainda dificuldade em assumir os erros mas tem maior capacidade de aceitar as falhas e de se responsabilizar por elas;

• Grande percepção do certo e errado;

SINAIS DE ALERTA

• Preocupação excessiva com a competição e o seu desempenho, principalmente na escola;

• Comportamentos desafiantes extremos;

• Despreocupação constante com a conclusão de tarefas/trabalhos;

• Excessiva dependência das figuras cuidadoras em tarefas que são apropriadas à sua idade, como por exemplo: fazer pequenos recados; escolher a roupa que vai vestir no dia seguinte; fazer os trabalhos de casa; preparar a mochila para a escola;

• Isolamento social: poucos amigos e envolvimentos em actividades com outras crianças;

• Pequenos furtos;

• Grande necessidade de pregar mentiras;

• Enurese nocturna;

• Grande ansiedade;

• Medos excessivos;

• Muita insegurança;

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.

Desenvolvimento da criança (de 8 a 9 anos)



Desenvolvimento Físico


· É muito activa e pode sofrer acidentes frequentes;


Desenvolvimento Intelectual


· O seu pensamento está mais organizado e lógico;

· Preocupa-se em perceber a razão das coisas que a rodeiam;

· Sobrestima frequentemente as suas capacidades, com consequente frustração em caso de insucesso;

· Procura mais informação acerca da gravidez e do nascimento; pode questionar o papel do pai;


Desenvolvimento Social


· Faz novos amigos com facilidade, preocupando-se em estabelecer relações recíprocas; pode desenvolver uma relação mais próxima com uma criança do mesmo sexo; considera o grupo de amigos importante;

· Gosta da escola;

· Não se envolve tanto em conversas com a família durante a refeição, prefere comer depressa para iniciar outra actividade;


Desenvolvimento Emocional


· Exige mais amor e compreensão da figura materna;

· Tem mais segredos;

· Pode ser excessivamente auto-crítica, com tendência para dramatizar as situações em que antecipa dificuldades;

· Exibe menos medos e mais razoáveis;

· Pode resistir e argumentar contra instruções e pedidos feitos pelos adultos;

· Aprecia recompensas imediatas pelo seu comportamento;


Desenvolvimento Moral


· Pode vivenciar sentimentos de culpa e vergonha;


SINAIS DE ALERTA


· Preocupação excessiva com a competição e o seu desempenho, principalmente na escola;

· Comportamentos desafiantes extremos;

· Despreocupação constante com a conclusão de tarefas/trabalhos;

· Excessiva dependência das figuras cuidadoras em tarefas que são apropriadas à sua idade, como por exemplo: pentear-se; ir à loja; apertar os sapatos; encontrar a casa de banho num restaurante;

· Isolamento social: poucos amigos e envolvimentos em actividades com outras crianças;

· Pequenos furtos;

· Grande necessidade de pregar mentiras;

· Enurese nocturna;

· Medos excessivos;

· Grande ansiedade;

· Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Desenvolvimento da criança (de 7 a 8 anos)

Desenvolvimento Físico


• A coordenação mão-olho está já bem estabelecida, o que torna as actividades de desenhar e pintar mais atractivas;

• Grande actividade motora: a criança brinca até estar completamente exausta;


Desenvolvimento Intelectual


• Está menos interessada nas questões sexuais;

• Está disponível para a aprendizagem. Utiliza um pensamento reflexivo; os pensamentos podem basear-se na lógica; consegue resolver problemas de maior complexidade; Boa capacidade de atenção e concentração;

• Gosta de coleccionar objectos e fala acerca dos seus desejos e projectos, textos e desenhos;

• Baseia-se mais na realidade.


Desenvolvimento Social


• Participa em actividades organizadas em grupo;

• Preocupa-se com as suas reacções e as dos outros.

• Poderá por vezes utilizar a agressão como forma de resolver problemas;

• Início da divisão de sexos (as meninas brincam com meninas e os meninos com meninos);


Desenvolvimento Emocional


• É mais responsável e independente, preocupando-se em fazer bem as coisas;

• Pode por vezes retirar-se ou evitar o contacto com os outros, sobretudo adultos, numa tentativa de construir uma "consciência de si" mais autónoma;


Desenvolvimento Moral


• Pode vivenciar sentimentos de culpa e vergonha;


SINAIS DE ALERTA


• Preocupação excessiva com a competição e o seu desempenho, principalmente na escola;

• Comportamentos desafiantes extremos;

• Despreocupação constante com a conclusão de tarefas/trabalhos;

• Excessiva dependência das figuras cuidadoras em tarefas que são apropriadas à sua idade, como por exemplo: pentear-se; ir à loja; apertar os sapatos; encontrar a casa de banho num restaurante; isolamento social: poucos amigos e envolvimentos em actividades com outras crianças;

• Pequenos furtos;

• Grande necessidade de pregar mentiras;

• Enurese nocturna;

• Dificuldades escolares;

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.

sábado, 22 de março de 2008

Desenvolvimento da criança (de 6 a 7 anos)



Desenvolvimento Físico

• Grande vigor e energia;

• É um pouco desajeitada a nível motor, o que se deve a uma coordenação ainda não completamente estabelecida;

• Poderá sofrer maiores problemas de saúde, como constipações, garganta inflamada, etc., devido à exposição a outras crianças na escola;

Desenvolvimento Intelectual

• Tem uma noção mais clara das diferenças de sexo, sendo curiosa a este nível: curiosidade pelo corpo do sexo oposto, brincar aos médicos, às casinhas, etc.

• Começa a ter memórias contínuas e mais organizadas;

• Desenvolvimento das capacidades de raciocínio;

• Passagem de uma aprendizagem através da observação e da experiência para uma aprendizagem através da linguagem e da lógica;

• A maioria das crianças aprende a ler e a escrever nesta idade;

Desenvolvimento Social

• Não gosta de ser beijada em público (principalmente os rapazes);

• Identifica-se com os adultos fora do seu meio familiar (por ex., o professor);

• As relações com os pares são instáveis; é por vezes agressiva com outras crianças;

• Quer sempre ganhar nas actividades em que participa, tentando modificar as regras para satisfazer as suas necessidades;

Desenvolvimento Emocional

• Forte identificação com a figura parental do mesmo sexo;

• O desenvolvimento de uma maior independência poderá por vezes acarretar sentimentos de insegurança (ambivalência autonomia - dependência);

• Tem dificuldade em aceitar críticas, culpa ou castigos;

• As alterações bruscas de humor poderão reaparecer, manifestando maior rigidez no seu comportamento e sendo muito exigente e opositora;

Desenvolvimento Moral

• Preocupa-se bastante com o seu próprio comportamento, especialmente quando este afecta a família e os amigos;
• Culpa os outros dos seus erros;

SINAIS DE ALERTA

• Medos excessivos;
• Ansiedade de separação extrema;

• Enurese nocturna;

• Timidez;

• Comportamentos de bullying relativamente aos pares;

• Inibição nas brincadeiras;

• Comportamentos ritualísticos, sobretudo à volta da comida;

• Problemas na fala persistentes;

• Problemas ao nível da sua higiene;

• Falta de interesse pelos outros;

• Dificuldades escolares: não aprende a ler nem a escrever.

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Desenvolvimento da criança (de 5 a 6 anos)

Desenvolvimento Físico


A preferência manual está estabelecida;

• É capaz de se vestir e despir sozinha;

• É capaz de assegurar a sua higiene de forma independente;

• Pode manifestar dores de estômago ou vómitos quando obrigada a comer comidas de que não gosta; tem preferência por comida pouco elaborada, embora aceite uma maior variedade de alimentos;

Desenvolvimento Intelectual

Fala fluentemente, utilizando correctamente o plural, os pronomes e os tempos verbais;

• Grande interesse pelas palavras e a linguagem;

• Pode gaguejar se estiver muito cansada ou nervosa;

• Segue instruções e aceita supervisão;

• Conhece as cores, os números, etc.; pode identificar e distinguir euros e cêntimos;

• Capacidade para memorizar histórias e repeti-las;

• É capaz de agrupar e ordenar objectos tendo em conta o tamanho (do mais pequeno ao maior);

• Começa a entender os conceitos de "antes" e "depois", "em cima" e "em baixo", etc., bem como conceitos de tempo: "ontem", "hoje", "amanhã";

Desenvolvimento Social

A mãe é ainda o centro do mundo da criança, pelo que poderá recear não a voltar a ver após uma separação;

• Copia os adultos;

• Brinca com meninos e meninas;

• Está mais calma, não sendo tão exigente nas suas relações com os outros; é capaz de brincar apenas com outra criança ou com um grupo de crianças, manifestando preferência pelas crianças do mesmo sexo;

• Brinca de forma independente, sem necessitar de uma constante supervisão;

• Começa a ser capaz de esperar pela sua vez e de partilhar;

• Conhece as diferenças de sexo;

Aprecia conversar durante as refeições;

• Começa a interessar-se por saber de onde vêm os bebés;

• Está numa fase de maior conformismo, sendo crítica relativamente àqueles que não apresentam o mesmo comportamento;

Desenvolvimento Emocional

Pode apresentar alguns medos: do escuro, de cair, de cães ou de dano corporal, embora esta não seja uma fase de grandes medos;

• Se estiver cansada, nervosa ou chateada, poderá apresentar alguns dos seguintes comportamentos: roer as unhas, piscar repetidamente os olhos, fungar, chuchar no dedo, etc.;

• Preocupa-se em agradar aos adultos;

• Maior sensibilidade relativamente às necessidades e sentimentos dos outros;

• Envergonha-se facilmente;

Desenvolvimento Moral

Devido à sua grande preocupação em fazer as coisas bem e em agradar, poderá por vezes mentir ou culpar os outros de comportamentos reprováveis.

SINAIS DE ALERTA

· Medos excessivos;

· Ansiedade de separação extrema;

· Enurese nocturna;

· Timidez;

· Comportamentos de bullying relativamente aos pares;

· Inibição manifesta nas brincadeiras;

· Comportamentos ritualísticos, sobretudo à volta da comida;

· Problemas na fala persistentes;

· Falta de interesse pelos outros;

· Ansiedade: tiques; onicofagia (roer as unhas);

· Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento da criança (de 4 a 5 anos)



Desenvolvimento Físico

• Rápido desenvolvimento muscular;

• Grande actividade motora, com maior controlo dos movimentos;

• Consegue escovar os dentes, pentear-se e vestir-se com pouca ajuda;


Desenvolvimento Intelectual

• Adquiriu já um vocabulário alargado, constituído por 1500 a 2000 palavras; manifesta um grande interesse pela linguagem, falando incessantemente;

• Compreende ordens com frases na negativa;

• Articula bem consoantes e vogais e constrói frases bem estruturadas;

• Exibe uma curiosidade insaciável, fazendo inúmeras perguntas;

• Compreende as diferenças entre a fantasia e a realidade;

• Compreende conceitos de número e de espaço: "mais", "menos", "maior", "dentro", "debaixo", "atrás";

• Começa a compreender que os desenhos e símbolos podem representar objectos reais;

• Começa a reconhecer padrões entre os objectos: objectos redondos, objectos macios, animais...


Desenvolvimento Social

• Gosta de brincar com outras crianças; quando está em grupo, poderá ser selectiva acerca dos seus companheiros;

• Gosta de imitar as actividades dos adultos;

• Está a aprender a partilhar, a aceitar as regras e a respeitar a vez do outro;


Desenvolvimento Emocional


• Os pesadelos são comuns nesta fase;

• Tem amigos imaginários e uma grande capacidade de fantasiar;

• Procura frequentemente testar o poder e os limites dos outros;

• Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores;

• Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é desafiante e depois bastante envergonhada;

• Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo;


Desenvolvimento Moral

• Tem maior consciência do certo e errado, preocupando-se maioritariamente em fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em assumir a culpa pelos seus comportamentos);


SINAIS DE ALERTA

• Medos excessivos;

• Ansiedade de separação extrema;

• Enurese nocturna;

• Timidez;

• Comportamentos de bullying (agressividade) relativamente aos pares;

• Inibição manifesta nas brincadeiras e na linguagem;

• Comportamentos ritualísticos, sobretudo à volta da comida;

• Problemas na fala persistentes: vocabulário pobre, inferior a 1500 palavras; má articulação das consoantes e vogais;

• Falta de interesse pelos outros:

• Pouca capacidade para fantasiar;

• Grande dificuldade em aceitar as regras;

• Situações extremas de comportamentos desafiantes e opositores, com grande dificuldade de auto-consolo.

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.



CURIOSIDADES:

“Em Karkhla, no Paquistão, crianças com idades de 4 e 5 anos trabalham em fábricas de tijolos. O seu desgastante trabalho consiste em virarem milhares de tijolos, para que sequem mais rapidamente ao sol.”
“Em Cabul, no Afeganistão, as crianças disputam migalhas de carvão dos sacos transportados por camiões da Cruz Vermelha, de modo a garantir o seu próprio sustento.”
“Em Tegucigalpa, Honduras, abutres e crianças disputam as sobras que encontram no aterro sanitário da capital hondurenha.”
“Em Sliguri, na Índia, pequenas mãos de crianças, calejadas em troca de um salário irrisório, quebram pedras na periferia da cidade.”
Segundo a OIT, mais de 220 milhões de crianças trabalham, a maioria em funções perigosas. Segundo a UNICEF, milhões de crianças são vítimas de exploração sexual. Segundo a OMS, existem mais de 100 milhões de crianças a viver nas ruas do mundo subdesenvolvido. Segundo a UNICEF, 55% das mortes de crianças estão associadas à desnutrição, à fome que debilita lentamente.
É verdade. O nosso mundo trata muito mal as suas crianças.
Entramos no mês de Dezembro. Certamente o mês das crianças. O mês do nascimento e da Vida. Mas também o tempo da fartura ou do seu excesso.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do mundo.
O flagelo das mãos calejadas acontece muitas vezes com a complacência da família e da sociedade.
Há crianças no mundo abandonadas à sua sorte. Sem alguém capaz de ouvir o profundo apelo “mamã defende-me”.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do nosso pequeno mundo. Ou naquelas que, abandonadas a si próprias, não tiveram sequer a sorte de serem crianças.