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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

I Feira do Livro de Natal em S. Paio de Oleiros


I Feira do Livro de Natal em S. Paio de Oleiros
(Santa Maria da Feira)

É já na próxima semana que se vai realizar a I Feira do Livro de Natal na sede Junta de Freguesia de S. Paio de Oleiros!
Parte do valor das vendas reverterá a favor da Associação Acreditar.

Nos dias 12 e 13 de Dezembro, Sábado e Domingo a Feira estará aberta entre as 14h00 e as 19h00 para o público em geral!

Entre o dia 14 e o dia 18 (de Segunda a Sexta-feira) estará aberta entre 14h00 e as 15h30, principalmente para escolas.

As turmas/escolas que desejem visitar esta Feira, deverão efectuar marcação na sede da Junta de Freguesia ou na Creche e Ludoteca Sorriso da Criança, uma vez que existe animação para as crianças.

Neste Natal ofereça um livro e ajude-nos a ajudar!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A Vaca Lili


Era uma bela manhã de Maio. As vacas pastavam alegremente quando, de repente, Lili levantou a cabeça. Com um olhar aborrecido, observou o prado à sua volta, dum verde suave, salpicado de margaridas. Para lá da cerca, havia mais pastos verdes, até perder de vista. Erva! Só erva! Sempre erva! Lili esticou o pescoço para o céu e deu um longo mugido:

- Muuuuuuuuuuuu, não quero comer mais erva!

Mas de repente, enquanto se aproxima da cerca, apercebe-se que está uma mosca a zunir numa das suas orelhas e que lhe diz:

- Mas a erva é o que há de melhor para ti.

- Talvez, mas apetece-me comer outra coisa!
– diz Lili com uma voz amuada. Bem que sacudiu a cabeça para ver se a afugentava, mas esta continuou agarrada à sua orelha.
Entretanto, enquanto a vaca tentava roer um osso de um cão que ali apareceu, a mosca continuava a teimar:

- Tu não tens dentes, não vais conseguir comer esse osso.

- Não é bem assim, eu tenho molares – corrigiu Lili. - E tenho quatro estômagos. Nisso ninguém me ganha.

Mas depressa se apercebeu de que a mosca tinha razão e desistiu do osso. Decidiu então continuar o seu passeio (sempre com a mosca atrás) e quando chegou perto da cerca ficou a olhar o comboio que chegava. Ela gostava de conhecer o mundo, para ver se era só erva como o prado onde sempre vivera.
Então, entrou no comboio e lá partiu ela para uma viagem muito divertida. Mas é claro que não foi sozinha. Por mais que não quisesse companhia, a mosca nunca a abandonava.
O mundo era imenso. Lili descobriu que havia muitos outros animais bem diferentes das vacas.
Na Rússia viu-se ursos a pescar peixes para comer.
Na China conheceu pandas, que comiam algo parecido à erva – bambu, que também era verde e tinha um sabor adocicado.
Depois viajou de barco pelo Oceano Pacífico e viu tubarões, entre outros peixes. Andou por mares calmos, por mares mais agitados, até que chegou à Argentina onde encontrou lamas – animais muito engraçados, parecidos com os camelos, mas mais divertidos que comiam erva e de vez enquando, cuspiam jactos de saliva.
No Brasil viu crocodilos, araras, entre outros animais e quase que era comida por um deles quando tentava apanhar uns frutos com aspecto delicioso.
Viajou de balão até África e conheceu o deserto e os animais típicos destes lugares quentes de areia – os camelos. Conheceu ainda as avestruzes…
De África viajou de barco até que, sem se aperceber, chegou a casa – ao seu prado verde onde pastavam as suas amigas vacas. A viagem tinha sido um sucesso! A mosca é que, farta de tantas aventuras, estava feliz por regressar a casa.
Mas não tardou muito e a nossa Lili, cansada da erva verde, voltou para junto da cerca à espera do comboio que a levaria pelo mundo fora à descoberta de novas aventuras.

História adaptada de "A Vaca Lili", Laurence Bourguignon, Edições Nova Gaia

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Expressão Plástica - Trabalhos com os dedos e as mãos

O que conseguimos imaginar, os dedos ajudam a fazê-lo.
Este post é dedicado à expressão plástica, nomeadamente ao que podemos fazer utilizando os dedos e as mãos desenvolvendo a imaginação e a criatividade nas crianças. Através destas ideias, podem-se fazer imensas coisas. É só escolher um projecto ou um tema com os meninos e deixá-los utilizar as mãozinhas livremente, de forma a criar desenhos como estes.
Deliciem-se e divirtam-se com os vossos trabalhos!




Correcção feita pela colega Tânia do PescarIdeias:

"Este livro faz parte de uma colecção: Dedinhos de coisas - A arte na ponta de seus dedos - editora Catapulta".

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Meninos de Todas as Cores

Vivemos num mundo onde a diferença é uma constante. Mas a diferença não é um problema. Estamos rodeados de pessoas chinesas, espanholas, inglesas, alemãs, francesas, angolanas.... e apesar das diferenças, somos todos humanos.Desta forma, é essencial sensibilizarmos as crianças desde pequeninas de que devem respeitar quem é diferente.Apresento uma história de Luísa Ducla Soares que poderá ser utilizada como suporte de uma série de actividades relacionadas com a multiculturalidade.

MENINOS DE TODAS AS CORES

Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:

É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.

Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos.
Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos, dizia:


É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.

O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia:

É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam a toda a parte.

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar aos índios, um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:

É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Bábá, que dizia:

É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como o chocolate.

Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:

É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.


Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Luísa Ducla Soares, Meninos de Todas as cores