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quinta-feira, 24 de março de 2011

Berçário: Parte II

Estas são algumas actividades que o educador pode desenvolver em contexto de Berçário. Concerteza muitos de nós já nos deparámos com esse contexto sem saber que tipo de actividades realizar com os bebés. Como forma de ajudar educadores de berçário e também futuros papás, deixo alguns exemplos de actividades que podem estimular os bebés até por volta do 1º ano. São algumas ideias que foram sendo pesquisadas aqui e ali mas que ainda não tive oportunidade de por em prática na sua maioria. Penso que são actividades que normalmente se fazem inconscientemente com os bebés mas que não pensamos no seu valor pedagógico. Pensando na pedagogia, podemos então enriquecer ainda mais cada actividade, complexificando-a para que a criança se desenvolva cada vez mais.



* Segurar um objeto preso por um fio e fazer movimentos para que a criança tente pegá-lo esticando os bracinhos e acompanhando os seguintes movimentos:

- Acima / Abaixo

- Longe / Perto

- Pendulo / Circular


* Esconder um objecto e mostrar à criança logo de seguida


* Esconder o objecto e apresentá-lo ao bebé com as mãos alternadas, até que ele desenvolva a habilidade de memorizar que o objecto aparece numa mão de cada vez alternadamente e desenvolva a capacidade de antecipar esse acontecimento.


* Induzir a imitação de movimentos simples:

- Colocar a língua para dentro e para fora

- Abrir e fechar a boca

- Fazer bico / vibrar os lábios e as línguas

- Abrir e fechar as mãos / bater palmas


* Esconder o rosto com um pano e esperar que a criança o puxe para nos encontrar


* Esconder um objecto debaixo de um pano e esperar que a criança puxe o pano para encontrá-lo


* Cantar balançando a criança de acordo com o ritmo da música


* Rolar


* Gatinhar / passar por cima, por baixo de obstáculos.


* Colocar a criança de costas, emitir sons por trás dela e esperar que ela se vire em busca da localização da fonte sonora.


* Colocar e retirar objetos dentro de uma caixa


segunda-feira, 21 de março de 2011

Avaliação em Educação Pré-Escolar


Ao longo do meu curso fui confrontada com o Sistema de Acompanhamento de Crianças (SAC). Não o segui à risca mas fi-lo de uma forma mais adaptada que me ajudou a compreender cada criança que esteve comigo e a fazer com que a minha prática pedagógica corresse pelo melhor. Este livro ajuda-nos a compreender o que é o SAC e como podemos aplicá-lo nos contextos de Jardim de Infância. Ainda não li mas já o tive nas mãos e ando com curiosidade. É um livro recomendado a Educadores de Infância.

sábado, 19 de março de 2011

Letra de forma VS Letra Cursiva

Encontrei este texto e penso que é bastante interessante. Está em Português do Brasil pelo que algumas palavras fazem parte do vocabulário brasileiro.

"É importante entender porque a criança aprende primeiramente a letrinha de fôrma e não a cursiva e não simplesmente ensinar só porque a maioria faz assim e dá certo! Realmente, dá certo, mas há uma explicação do motivo pelo qual essa maneira é a melhor!

A criança está desenvolvendo a motricidade na fase da alfabetização e a letra do tipo bastão é mais fácil para se adequar neste momento. Os rabiscos começam a se endireitar e formar letras.

As letras de fôrma são ideais para esta fase, pois os caracteres são individuais e podem ser escritos um após o outro. Os traços são resumidos a pauzinhos aglomerados uns nos outros. Já as letras cursivas exigem uma agilidade maior, uma vez que, além de outras finalidades, são utilizadas para tornar o registro mais rápido.

O traçado simples das letras de fôrma dão maior liberdade no ato da escrita, ao contrário das “letras de mão” que precisam de uma organização maior. O ato de ligar uma letra a outra também dificulta o processo, pois anula a ação de tirar o lápis do papel e investir as forças na próxima letra, o que ordena um esforço motor maior.

Além disso, antes mesmo de serem alfabetizadas, as crianças já possuem contato com as letras de imprensa em jornais, na televisão, em livros, gibis. Elas não conseguem ler, mas fica na memória visual das mesmas.

Logo, a percepção da letra de fôrma é mais rápida e fácil do que da letra cursiva. No entanto, é importante trabalhar com esta última, assim que o infante se habituar à primeira. Não há problemas se as duas formas coexistirem por um tempo, porque independente da letra o que deve sempre estar em foco é a escrita. Pois mais importante do que a letra que a criança escolhe, é a compreensão da escrita como um ato de comunicação."

Por Sabrina Vilarinho

FONTE: Equipe Brasil Escola

sábado, 29 de janeiro de 2011

Canção dos Bons Dias

Olá!

Já não passo aqui há algum tempo, mas tenho andado bastante ocupada!
Hoje venho deixar-vos a canção dos Bons Dias que cantamos na Creche todos os dias de manhã. Vejam lá se conhecem:
"Ao chegarmos à nossa escola,
Cantamos com alegria
Bom dia, bom dia, bom dia"
Bom dia ao (nome da criança)
Criança responde: Bom dia.
Quando todas as crianças disserem bom dia:
"Bom dia aos meninos todos
A todos um bom dia!

Bom dia!!!"

Esta aprendi através da A., que ensinou aos meninos e os meninos ensinaram-me a mim! :p

Beijinhos!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Dia da Mãe, do Pai e dos Avós

Pois é, está a chegar o dia da Mãe e para comemorar esse dia, os meninos costumam fazer sempre um presente para a Mãe.
Já não devo ir muito a tempo para este ano, mas deixo um poema sobre o dia da Mãe, que serve também para o dia do Pai e o dia dos Avós.
Este poema é de uma música que encontrei algures na Internet. Quem quiser saber qual o ritmo, poderei enviar o ficheiro com as notas musicais.




1. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso,
ter-te ao meu lado, ó pai,
é tudo o que eu preciso.

2. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, ó mãe,
é tudo o que eu preciso.

3. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, avô,
é tudo o que eu preciso.

4. Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, avó,
é tudo o que eu preciso.


Autor: António José Ferreira, Meloteca 2008

terça-feira, 21 de julho de 2009

Importância das Áreas/Cantinhos da sala de actividades

Muitas vezes perguntamos: mas porque existem áreas ou cantinhos organizados na nossa sala de actividades? E porque é que são sempre os mesmos?
Pois é, não é só uma questão de organização da sala. Tudo tem um objectivo pedagógico e a organização da sala também tem. No entanto, não devemos cingir-nos apenas à tradicional casinha, garagem, espaço da manta etc. Devemos sempre alargar para outro tipo de áreas de acordo com os interesses que as crianças manifestam nas suas brincadeiras (daí a importância também da observação que nos permite alargar o nosso conhecimento sobre o grupo). Se um grupo de crianças mostra particular interesse em brincar aos cabeleireiros ou aos médicos, devemos desenvolver e aprofundar o seu interesse e o seu jogo criando uma área na sala relacionada com o tema e colocando materiais à sua disposição. No caso do cabeleireiro, colocar tesouras, um busto, escovas, etc. É de grande importância que os materiais à disposição sejam o mais próximo do real para que os meninos tenham experiências mais plenas e mais ricas.
Vejamos a importância de cada uma das áreas/cantinhos da sala de actividades para as crianças.

Objectivos Das Areas.cantinhos

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Portefólio: parte 2

Mais umas dicas sobre o portefólio: instrumentos a utilizar, o que avaliar.... Foi a partir deste documento que consegui elaborar o meu portefólio de aprendizagem na prática pedagógica (estágio curricular). Um bom instrumento orientador, sem dúvida.

Avaliar Com Portflio Avaliar Com Portflio

terça-feira, 12 de maio de 2009

Dicas para a elaboração de um portefólio profissional

Andava eu nas minhas pesquisas quando encontrei o documento seguinte, que nos dá algumas dicas para construirmos a nosso próprio portefólio profissional. Muitas de nós têm dúvidas sobre como construir um portefólio. Pois bem, hoje dou-vos uma ajudinha com este documento.

O portefólio é um registo global de um percurso, de um processo pessoal de aprendizagem, sendo portanto único. É um instrumento de trabalho em constante reformulação. Um portefólio nunca está terminado e está em permanente transformação.
"O portefólio não é em si mesmo um fim, mas um processo que ajuda a desenvolver a aprendizagem" (Klenowski, 2002). É quase como um diálogo connosco mesmos, é uma forma de organizar o nosso pensamento e a nossa aprendizagem. Uma forma de marcar a evolução do nosso trabalho, daí que possamos avaliar a nossa acção através do portefólio.



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

2ª edição do Workshop Interpretação do Desenho Infantil‏


"O desenho é um dos principais métodos utilizados na avaliação infantil; da mesma forma, é também uma das principais formas de as crianças nos darem a conhecer os seus sentimentos e o seu desenvolvimento emocional, para além das principais problemáticas que as perturbam. Assim, um conhecimento aprofundado do desenho infantil revela-se fundamental para todos aqueles que lidam profissionalmente com crianças, não só a nível da avaliação mas também da intervenção com esta população. Tendo em conta a vertente prática deste workshop, pois só a teoria é insuficiente, serão fornecidos casos práticos e qualquer dúvida poderá ser esclarecida pela formadora. De facto, este workshop pretende dotar os seus participantes de conhecimentos teórico-práticos que lhes permitam incluir o desenho infantil, nas suas várias vertentes, ao nível da avaliação e intervenção junto de crianças, em contexto clínico, escolar e educacional.


Este workshop irá ter os seguintes conteúdos:


1) Introdução ao Desenho Infantil;

2) Características e evolução do Desenho Infantil;

2) O Desenho Infantil enquanto método de avaliação;

3) Desenhar, conhecer e intervir: Estudos de caso.


A formadora (Dra. Tatiana Pereira) é licenciada em Psicologia (Universidade de Coimbra), com especialização em Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental. Tem uma Pós-graduação em Psicologia com especialização em Psicologia Clínica (Universidade do Minho) e está a tirar um Mestrado também nessa área. Neste momento, é Profissional de RVCC no Centro de Novas Oportunidades da Nerlei.


O workshop terá lugar no dia 14 de Março de 2009, das 10h às 13h e das 14h às 19h na sala S.0.1 da Escola Superior de Educação de Leiria."


As inscrições irão decorrer até ao dia 10 de Março!


http://janela-redonda.blogspot.com/


sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Pedagogia de projecto

O que é e para que serve?


Todos nós trabalhamos com projectos em todos os momentos da nossa vida.

Na escola ou no jardim de infância, o projecto é uma forma de ajudar a criança a aprender de maneira prática, tornando a aprendizagem atraente e eficaz.
A realização de um projecto exige processos mentais, tarefas físicas e propostas de problemas e respostas a várias questões.
O projecto parte de uma situação-problema, um desafio para o encontro da solução.
Através do projecto, a criança é incentivada a:

  1. desenvolver actividades com objectivos concretos;
  2. realizar tarefas produtivas;
  3. desenvolver a compreensão por meio da experiência;
  4. desenvolver a iniciativa e a responsabilidade;
  5. estimular a perseverança na realização de tarefas;
  6. valorizar o trabalho cooperativo;
  7. desenvolver o pensamento reflexivo;
  8. ampliar campos de interesses.

Fases de um projecto

  1. Intenção e Incentivo: Inicia-se um projecto quando se percebe um grande interesse por parte das crianças por um determinado assunto ou situação concreta. O educador/professor deve aproveitar esse interesse para desenvolver o assunto e propor questões (desafios) para a resolução do problema ou situação.
  2. Preparação do plano de trabalho: Realizam-se pesquisas, procurando os instrumentos necessários, planeando as actividades para a solução dos problemas. Esse roteiro funcionará como referência para a realização do trabalho.
  3. Execução: É a fase da acção e a mais estimulante para as crianças. Nesta fase podem surgir dificuldades, erros e imprevistos e as crianças serão orientadas a resolvê-los e a continuar o trabalho. O educador/professor deve estar atento e estimular as crianças, valorizando o seu desenvolvimento e acompanhando as suas dificuldades. O trabalho deve ser sempre feito pelas crianças.
  4. Avaliação: Serão avaliados, pelas crianças, o objectivo, o planeamento, as actividades e o resultado final. Com a ajuda e orientação do educador/professor, as crianças farão uma análise do seu trabalho, apresentando críticas e comentários apropriados sobre o projecto.
  5. Culminância: É o atingir do objectivo básico do projecto através de uma apresentação, exposição, exibição do resultado obtido.

O educador/professor deve facilitar a integração dos conteúdos dos diversos materiais e oferecer oportunidades para o exercício da liberdade e uso de direitos. A criança aprende fazendo e a aprendizagem é mais consistente e duradoura.
A função do educador/professor é a de orientador, sensibilizador, conselheiro, desafiador, em que exerce e controla as actividades, avaliando as crianças e o seu próprio desempenho.
Uma discussão na sala pode ser uma forma de avaliar um projecto, dando oportunidades para reflectir sobre a contribuição e a validade do projecto.
A avaliação deve ser constante, através de observações, actividades, participação e colaboração.


In Colecção Dia-a-Dia do Professor Volume 3 1º Período



quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Implicação - Resposta à colega Vilarinho

Em resposta à colega Vilarinho, coloco aqui a explicitação acerca da avaliação da implicação das crianças. Esta informação foi retirada de textos cedidos pela professora Paula Santos da Universidade de Aveiro, nas aulas de OPAJI (Observação e Planeamento de Actividades no Jardim de Infância). Esses textos foram resumidos, resultando assim na seguinte informação:

Uma forma de ir ao encontro da qualidade em educação de infância é adoptar uma prática de educação experiencial, uma vez que esta se centra na criança e nas suas especificidades.
Dois conceitos importantes no processo de exploração da educação experiencial são a implicação e o bem-estar emocional.
A implicação é um parâmetro de qualidade de enorme importância em contextos de Educação de Infância, na medida em que nos revela como está o contexto a afectar a criança. É um indicador que resulta de um processo de interacção entre uma série de factores que actuam sobre o meio, o educador, o grupo e a criança. A implicação é “Uma qualidade da actividade humana que pode ser reconhecida pela concentração e persistência. Caracteriza-se por motivação, interesse e fascínio, abertura aos estímulos, satisfação e um intenso fluxo de energia. É determinada pela necessidade de exploração e pelo nível de desenvolvimento. Em resultado: o desenvolvimento acontece”(Paula Santos)
Segundo Laevers (1995)” a implicação é uma qualidade do funcionamento humano que se pode identificar por uma actividade concentrada, persistente e com esquecimento ou perca da noção de tempo. Através da implicação a pessoa abre-se, percebe e sente as significações de uma forma intensa, sentindo-se motivada, fascinada, liberta uma grande dose de energia, experiência satisfação e envolve-se plenamente na situação. A implicação acontece porque a actividade vem ao encontro da sua necessidade de exploração e das suas necessidades individuais, situando-se na fronteira das suas possibilidades, _ afectando assim o processo de desenvolvimento e bem-estar do indivíduo

Até que ponto é indicador de qualidade?

A implicação diz-nos no aqui e agora de que modo a criança está a aproveitar o que se lhe oferece; é relevante para uma vasta gama de actividades, situações e níveis de desenvolvimento. Reflecte uma vida mental intensa e é o resultado tangível de uma complexa interacção entre diversos factores. Cria óptimas oportunidades para iniciativas inovadoras (respeita o posicionamento actual do educador, aponta direcções para intervenções, dá feedback imediato) e é indispensável se pretendemos aprendizagens fundamentais ou significativas, geradoras de desenvolvimento.

Sinais de implicação
  • Concentração
  • Energia
  • Criatividade
  • Postura e expressão facial
  • Persistência
  • Precisão
  • Tempo de reacção
  • Expressão verbal

Avaliação da Implicação: LIS-YC/LIS-T

  • Nível 1- não actividade; a criança está mentalmente ausente; se existe alguma acção esta é tão somente uma repetição estereotipada de movimentos muito simples.
  • Nível 2 - há uma actividade em curso mas esta, é frequentemente interrompida.
  • Nível 3 - a criança está ocupada numa actividade de forma mais ou menos contínua mas falta concentração, motivação e prazer. É um funcionamento rotineiro sem grande investimento de energia. Facilmente se interrompe a actividade quando um estímulo atraente surge.
  • Nível 4 - acontecem momentos de intensa actividade mental; outros estímulos, mesmo que atraentes, não conseguem seduzir realmente a criança sendo as eventuais interrupções sempre seguidas de uma actividade intensa.
  • Nível 5 – Actividade intensa; existe total implicação expressa em elevada concentração, energia, persistência e criatividade. Qualquer perturbação ou interrupção é experienciada como uma ruptura frustrante da actividade em curso.

Assim, as tabelas que eu fiz para a avaliação da implicação foram adaptadas e baseadas nestes pressupostos. Os níveis de implicação são dados através da interpretação daquilo que observámos da actividade da criança.

Espero ter sido explícita mas qualquer dúvida coloquem!

Beijinhos

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Instrumentos de trabalho: Planificação e Avaliação

Hoje deixo mais alguns instrumentos de trabalho que podem ser adaptados, dando o vosso cunho pessoal.


O primeiro instrumento é uma Grelha de Planificação de Actividades.
Durante o meu estágio, no início de cada semana fazia uma planificação para cada dia com esta grelha, planificação que ia sofrendo alterações conforme o desenrolar das actividades e conforme as manifestações das crianças. A ideia é mostrar uma forma de planificarmos ao pormenor a semana, mas tendo em conta que as coisas não se vão desenrolar exactamente da forma que planeámos.
Assim, contextualizo primeiro a actividade (como surgiu, porquê...); na primeira coluna está o nome da actividade que quero fazer (gosto de dar nomes a cada actividade, como se de um jogo se tratasse - por exemplo, em vez de jogo sobre animais coloco "a roleta dos animais"); na segunda coluna escrevo como pretendo que a actividade se desenrole, mencionando também o tempo e se é em pequeno ou grande grupo (apenas uma forma de me orientar); de seguida menciono que áreas de conteúdo quero englobar na actividade; os objectivos que pretendo que as crianças alcancem; as competências que pretendo que as crianças desenvolvam e por último os recursos a serem utilizados (tanto materiais como humanos). No final do dia, faço uma avaliação mencionando o que deveria ter sido feito diferente, as crianças que se evidenciaram mais, o que correu bem ou mal... Para terminar coloco o registo fotográfico de cada actividade realizada.
No fim de cada dia, selecciona-se 4 ou 5 crianças e com elas fazemos o diário, que consiste na avaliação que a criança faz das actividades que desenvolveu ao longo do dia.Este diário ajuda-nos a perceber se as actividades que propomos vão de encontro aos interesses das crianças e a perceber o porquê dos níveis de implicação em determinada actividade, além de outras coisas. Resumindo: ajuda-nos a avaliar a nossa prática.
Numa primeira coluna, colocamos as áreas de interesse que existem na sala (o nome e a fotografia para que os meninos as identifiquem sozinhos); numa segunda coluna, os meninos colocam um X nas áreas de interesse que frequentaram nesse dia, dizendo na coluna seguinte o que fez nessa mesma área. Finalmente, a criança diz-nos se gostou/não gostou/não sabe se gostou e diz-nos o porquê da sua resposta. Ao justificar a resposta, a criança está também a desenvolver o seu espírito crítico. Inicialmente não é fácil implementar este instrumento de avaliação e acredito que este diário pode ser feito de outras formas. Mas acho que é uma mais-valia a sua utilização, tanto para nós como para as crianças e os pais. De salientar que o diário é uma forma de os pais também se manterem informados acerca das actividades da crianças na escola.
De seguida mostro uma Grelha de Avaliação de Competências.
Esta grelha foi utilizada no meu contexto de estágio. Depois de saber que competências queria que as crianças do meu contexto desenvolvessem, elaborei esta grelha com a minha colega. Numa coluna colocava todas as competências, divididas por áreas de conteúdo. Na segunda coluna, colocava as actividades onde pretendia observar cada competência e de seguida colocava cor vermelha se a competência não tivesse sido observável e cor verde se tivesse sido observada. Colocava o nível de implicação da criança na actividade, o seu bem-estar e a forma como a criança avaliou a actividade (esta última coluna foi elaborada tendo em conta as respostas nos diários acima referidos). No final de cada período (no meu caso, no final do ano lectivo), após uma análise atenta da tabela, fazia uma avaliação geral de cada criança, indicando os pontos fracos e os pontos fortes de cada uma.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Instrumentos de trabalho: Observação e análise do contexto

Para além da observação do meio envolvente, do Jardim de Infância em geral e da sala, é importante colocarmos as crianças no centro de toda a nossa actividade, para que a nossa prática seja bem sucedida.
Os próximos posts vão ser dedicados a instrumentos de trabalho que podem ser utilizados nos diversos contextos: grelhas de observação e registo, grelhas de planificação, grelhas de avaliação de competências, avaliações feitas pelas próprias crianças, etc.
Hoje apresento alguns instrumentos de observação que foram adaptados por mim de outros instrumentos e que utilizei ao longo do meu estágio curricular.

O primeiro instrumento é uma grelha de observação e registo das crianças, que servirá para apurar os interesses de cada criança, averiguar problemas, verificar o nível de bem-estar e implicação das crianças nas diversas actividades... É uma grelha que servirá de apoio para a nossa prática, uma vez que é importante observarmos as crianças para podermos direccionar a nossa prática no caminho certo.
Para avaliarmos os níveis de implicação e bem-estar temos também as seguintes grelhas:
Para apurarmos os interesses das crianças (ou outros assuntos) poderemos fazer-lhes uma entrevista e registá-la da seguinte forma:
Depois de fazermos a observação das crianças, é importante fazermos a análise daquilo que observámos. Para analisarmos os interesses de cada criança, mostro um exemplo de como poderemos fazer o registo: