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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento da criança (de 4 a 5 anos)



Desenvolvimento Físico

• Rápido desenvolvimento muscular;

• Grande actividade motora, com maior controlo dos movimentos;

• Consegue escovar os dentes, pentear-se e vestir-se com pouca ajuda;


Desenvolvimento Intelectual

• Adquiriu já um vocabulário alargado, constituído por 1500 a 2000 palavras; manifesta um grande interesse pela linguagem, falando incessantemente;

• Compreende ordens com frases na negativa;

• Articula bem consoantes e vogais e constrói frases bem estruturadas;

• Exibe uma curiosidade insaciável, fazendo inúmeras perguntas;

• Compreende as diferenças entre a fantasia e a realidade;

• Compreende conceitos de número e de espaço: "mais", "menos", "maior", "dentro", "debaixo", "atrás";

• Começa a compreender que os desenhos e símbolos podem representar objectos reais;

• Começa a reconhecer padrões entre os objectos: objectos redondos, objectos macios, animais...


Desenvolvimento Social

• Gosta de brincar com outras crianças; quando está em grupo, poderá ser selectiva acerca dos seus companheiros;

• Gosta de imitar as actividades dos adultos;

• Está a aprender a partilhar, a aceitar as regras e a respeitar a vez do outro;


Desenvolvimento Emocional


• Os pesadelos são comuns nesta fase;

• Tem amigos imaginários e uma grande capacidade de fantasiar;

• Procura frequentemente testar o poder e os limites dos outros;

• Exibe muitos comportamentos desafiantes e opositores;

• Os seus estados emocionais alcançam os extremos: por ex., é desafiante e depois bastante envergonhada;

• Tem uma confiança crescente em si própria e no mundo;


Desenvolvimento Moral

• Tem maior consciência do certo e errado, preocupando-se maioritariamente em fazer o que está certo; pode culpar os outros pelos seus erros (dificuldade em assumir a culpa pelos seus comportamentos);


SINAIS DE ALERTA

• Medos excessivos;

• Ansiedade de separação extrema;

• Enurese nocturna;

• Timidez;

• Comportamentos de bullying (agressividade) relativamente aos pares;

• Inibição manifesta nas brincadeiras e na linguagem;

• Comportamentos ritualísticos, sobretudo à volta da comida;

• Problemas na fala persistentes: vocabulário pobre, inferior a 1500 palavras; má articulação das consoantes e vogais;

• Falta de interesse pelos outros:

• Pouca capacidade para fantasiar;

• Grande dificuldade em aceitar as regras;

• Situações extremas de comportamentos desafiantes e opositores, com grande dificuldade de auto-consolo.

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.



CURIOSIDADES:

“Em Karkhla, no Paquistão, crianças com idades de 4 e 5 anos trabalham em fábricas de tijolos. O seu desgastante trabalho consiste em virarem milhares de tijolos, para que sequem mais rapidamente ao sol.”
“Em Cabul, no Afeganistão, as crianças disputam migalhas de carvão dos sacos transportados por camiões da Cruz Vermelha, de modo a garantir o seu próprio sustento.”
“Em Tegucigalpa, Honduras, abutres e crianças disputam as sobras que encontram no aterro sanitário da capital hondurenha.”
“Em Sliguri, na Índia, pequenas mãos de crianças, calejadas em troca de um salário irrisório, quebram pedras na periferia da cidade.”
Segundo a OIT, mais de 220 milhões de crianças trabalham, a maioria em funções perigosas. Segundo a UNICEF, milhões de crianças são vítimas de exploração sexual. Segundo a OMS, existem mais de 100 milhões de crianças a viver nas ruas do mundo subdesenvolvido. Segundo a UNICEF, 55% das mortes de crianças estão associadas à desnutrição, à fome que debilita lentamente.
É verdade. O nosso mundo trata muito mal as suas crianças.
Entramos no mês de Dezembro. Certamente o mês das crianças. O mês do nascimento e da Vida. Mas também o tempo da fartura ou do seu excesso.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do mundo.
O flagelo das mãos calejadas acontece muitas vezes com a complacência da família e da sociedade.
Há crianças no mundo abandonadas à sua sorte. Sem alguém capaz de ouvir o profundo apelo “mamã defende-me”.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do nosso pequeno mundo. Ou naquelas que, abandonadas a si próprias, não tiveram sequer a sorte de serem crianças.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento da criança (de 3 a 4 anos)


Desenvolvimento Físico

• Grande actividade motora: corre, salta, começa a trepar escadas, pode começar a andar de triciclo; grande desejo de experimentar tudo;

• Embora ainda não seja capaz de apertar os atacadores, veste-se sozinha razoavelmente bem;

• É capaz de comer sozinha com uma colher ou um garfo;

• Faz puzzles simples;

• Copia figuras geométricas simples;

• É cada vez mais independente ao nível da sua higiene; é já capaz de controlar os esfíncteres (sobretudo durante o dia);


Desenvolvimento Intelectual


• Compreende a maior parte do que ouve e o seu discurso é compreensível para os adultos;

• Utiliza bastante a imaginação: início dos jogos de faz-de-conta e dos jogos de papéis;

• Compreende o conceito de "dois";

• Sabe o nome, o sexo e a idade;

• Repete sequências de 3 algarismos;

• Começa a ter noção das relações de causa-efeito:

• É bastante curiosa e inquiridora;


Desenvolvimento Social


• É bastante sensível aos sentimentos dos que a rodeiam relativamente a si própria;

• Tem dificuldade em cooperar e partilhar;

• Preocupa-se em agradar os adultos que lhe são significativos, sendo dependente da sua aprovação e afecto;

• Começa a aperceber-se das diferenças no comportamento dos homens e das mulheres;

• Começa a interessar-se mais pelos outros e a integrar-se em actividades de grupo com outras crianças;


Desenvolvimento Emocional


• É capaz de se separar da mãe durante curtos períodos de tempo;

• Começa a desenvolver alguma independência e auto-confiança;

• Pode manifestar medo de estranhos, de animais ou do escuro;

• Começa a reconhecer os seus próprios limites, pedindo ajuda;

• Imita os adultos;


Desenvolvimento Moral


• Começa a distinguir o certo do errado;

• As opiniões dos outros acerca de si própria assumem grande importância para a criança;

• Consegue controlar-se de forma mais eficaz e é menos agressiva;

• Utiliza ameaças verbais extremas, como por exemplo "Eu mato-te!", sem ter noção das suas implicações;


SINAIS DE ALERTA

• Medos excessivos;

• Ansiedade de separação extrema (grande dificuldade em se separar da mãe);

• Enurese nocturna (faz xixi na cama sistematicamente);

• Timidez;

• Inibição nas actividades lúdicas, por exemplo: não joga ao faz-de-conta; não faz jogos de papéis; não se entretém a brincar sozinha;

• Comportamentos ritualísticos, sobretudo à volta da comida;

• Problemas de fala persistentes: discurso incompreensível;

• Excessivo medo de estranhos;

• Falta de interesse pelos outros: não brinca com outras crianças; não compreende as diferenças de comportamento entre homens e mulheres;

• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Desenvolvimento da criança (de 2 a 3 anos)



Desenvolvimento Físico

• À medida que o seu equilíbrio e coordenação aumentam, a criança é capaz de saltar, andar ao pé-coxinho ou saltar de um pé para o outro quando está a correr ou a andar;

• É mais fácil manipular e utilizar objectos com as mãos, como um lápis de cor para desenhar ou uma colher para comer sozinha;

• Começa gradualmente a controlar os esfíncteres (primeiro os intestinos e depois a bexiga);


Desenvolvimento Intelectual

• Fase de grande curiosidade, sendo muito frequente a pergunta "Porquê?";

• À medida que se desenvolvem as suas competências linguísticas, a criança começa a exprimir-se de outras formas, que não apenas a exploração física – trata-se de juntar as competências físicas e de linguagem (por ex., quando faço isto, acontece aquilo), o que ajuda ao seu desenvolvimento cognitivo;

• É capaz de produzir regularmente frases de 3 e 4 palavras. A partir dos 32 meses, é já capaz de conversar com um adulto usando frases curtas e de continuar a falar sobre um assunto por um breve período;

• Desenvolvimento da consciência de si: a criança pode referir-se a si própria como "eu" e pode conseguir descrever-se por frases simples, como "tenho fome";

• A memória e a capacidade de concentração aumentaram (a criança é capaz de voltar a uma actividade que tinha interrompido, mantendo-se concentrada nela por períodos de tempo mais longos);

• A criança está a começar a formar imagens mentais das coisas, o que a leva à compreensão dos conceitos – progressivamente, e com a ajuda dos pais, vai sendo capaz de compreender conceitos como dentro e fora, cima e baixo;

• Por volta dos 32 meses, começa a apreender o conceito de sequências numéricas simples e de diferentes categorias (por ex., é capaz de contar até 10 e de formar grupos de objectos - 10 animais de plástico podem ser 3 vacas, 5 porcos e 3 cavalos);


Desenvolvimento Social

• A mãe é ainda uma figura muito importante para a segurança da criança, não gostando de estranhos. A partir dos 32 meses, a criança já deve reagir melhor quando é separada da mãe, para ficar à guarda de outra pessoa, embora algumas crianças consigam este progresso com menos ansiedade do que outras;

• Imita e tenta participar nos comportamentos dos adultos: por ex., lavar a loiça, maquilhar-se, etc.

• É capaz de participar em actividades com outras crianças, como por exemplo ouvir histórias;


Desenvolvimento Emocional

• Inicialmente o leque de emoções é vasto, desde o puro prazer até à raiva frustrada. Embora a capacidade de exprimir livremente as emoções seja considerada saudável, a criança necessitará de aprender a lidar com as suas emoções e de saber que sentimentos são adequados, o que requer prática e ajuda dos pais;

• Nesta fase, as birras são uma das formas mais comuns da criança chamar a atenção – podem dever-se a mudanças ou a acontecimentos, ou ainda a uma resposta aprendida (as birras costumam estar relacionadas com a frustração da criança e com a sua incapacidade de comunicar de forma eficaz);


SINAIS DE ALERTA

• Adaptabilidade excessiva: retirada, passividade;
• Medo excessivo;
• Falta de interesse pelos objectos, pelo meio ou pelo jogo;
• Alterações de humor excessivas, bater ou morder de forma incontrolável;
• Birras prolongadas, com muito pouca tolerância aos limites impostos pelas figuras cuidadoras;
• "Consciência de si" muito frágil, que se pode traduzir na: dificuldade de tomar decisões; aceitação passiva das imposições dos outros; incapacidade de se identificar como "eu";
• Atraso significativo ao nível da linguagem: por exemplo, não é capaz de produzir frases simples (3, 4 palavras);
• Sono: dificuldade em adormecer sozinho; insónias.